quinta-feira, 31 de julho de 2008

Rio X - Zazá Bistrô Tropical

Visita das mais festejadas de nossa viagem carioca, o Zazá Bistrô, em Ipanema, é um lugar único, que vale a pena conhecer – mesmo que isso signifique gastar uma graninha e conviver com a galera rica da Zona Sul. Tudo lá é bom: o ambiente lindo, bem decorado e muito aconchegante, os drinks diferentes e coloridos, as comidas caprichadas e ousadas, a simpatia do serviço.

A primeira dica é: faça uma reserva para o segundo andar, onde se fica descalço e senta-se em almofadas e pufes, jantando a luz de velas, com fadas e flores penduradas no teto, dando um clima muito gostoso a qualquer refeição. Depois, dispense o couvert e peça uma das entradas da casa. A nossa foi surpreendente: Pastillas Marroquinas, trouxinhas de massa folhada recheadas com frango temperado com pimenta, cravo e outras coisas agridoces e deliciosas, e acompanhadas de molho de iogurte (R$ 21,00). Para acompanhar, dois drinks exclusivos e leves: o Shangrilá (vodka, morango, cranberry, suco de limão siciliano e hortelã e borda de chocolate picante, R$ 15,50) e o Belíssima (espumante com polpa de framboesa, R$ 15,50).


Para os principais, resolvemos apostar na comida oriental, e nos esbaldamos em dois currys: Camarão Thai (com curry vermelho, abacaxi, lâminas de abobrinha e arroz com cardamomo – R$ 49,00) e Curry de Frango Orgânico (com curry amarelo, vegetais e banana, acompanhado de arroz com castanhas e damasco – R$ 39,00).


Para beber, ficamos com o Norton Sauvignon Blanc Barrel Select (R$ 50,00), argentino branco, bem seco e muito cheiroso, que se provou uma ótima opção para nossos pratos.

Depois dessa festa de cores e sabores no melhor jantar de nossa viagem, nem precisamos da sobremesa! Mas, quando for lá, prove também, pois elas não fazem feio (palavra de quem já visitou o Zazá em outros carnavais...).

Zazá Bistrô Tropical
http://www.zazabistro.com.br/
Rua Joana Angélica, 40, Ipanema. F: 21 2247-9101.

Rio IX – Pizzaria Guanabara

No nosso penúltimo dia na cidade maravilhosa, a idéia era assistir a um show de Teresa Cristina (bem acompanhada pelo excelente Grupo Semente) e depois, jantar sossegados num lugar bem legal, para nos despedir em grande estilo. Como o show estava bom demais, fomos ficando, ficando, ficando e, quando acabou, percebemos que eram quase três da manhã. Resumindo, lá se ia nosso jantar super dez...

Voltando para o hotel, a saída era tentar o Cervantes (que, a essa hora, constatamos já estar fechado) ou tomar um sucão + lanche no BigBi, uma das deliciosas casas de suco da cidade (pra variar, também a alguns passos do hotel). Eis que a mão do destino nos carregou até a frente da tradicionalíssima Pizzaria Guanabara, bem no coração da Lapa, e que fica aberta até o amanhecer. Ainda que não estivesse nos nossos planos, descemos do táxi e aproveitamos para testar uma verdadeira lenda paulistana, a da famigerada pizza meia-boca carioca.

Pedimos uma clássica combinação de milho e catupiry (R$ 35,00), mas logo ficamos decepcionados com o resultado. Primeiro porque a pizza “grande” tinha apenas seis pedaços, depois porque ela era feia de chorar. O mito começava a se tornar realidade.

Pra falar a verdade não estava nem tão ruim, mas é dificil chamar aquilo de pizza. Um discão de massa branquela e meio molenga, nada de molho, uma cobertura irregular de catupiry e uma dúzia de grãos de milho - no máximo. Nada do que estamos acostumados a ver em SP. Na saída, olhando o balcão onde ficam as pizzas vendidas por pedaço, descobrimos que o tal lugar também oferecia outros comestíveis, como pastéis, salgados e uns sanduichões de aspecto nada apetitoso. Ainda assim, saímos felizes da vida. Tínhamos assistido a um show inesquecível, num lugar maravilhoso e, sem planejar, ainda tivemos o privilégio de viver um fim de madrugada 100% carioca. Só faltou mesmo cortar em cubinhos e botar ketchup por cima…


Pizzaria Guanabara

http://www.pizzariaguanabara.com.br/
Av. Mem de Sá, 17, Lapa. F: 21 2224-9358.

Rio VIII – B-52 American Dining

Em se tratando de hamburguerias de responsa, o Rio detona. Como se não bastasse o Joe & Leo’s ter se originado por lá, descobrimos uma outra rede de qualidade, o B-52 American Dining, enquanto procurávamos um lugar para comer rapidinho em Botafogo.

O B-52, que conta com apenas duas lojas (uma no Shopping Tijuca e outra no Botafogo Praia Shopping), possui aquela ambientação lanchonete-retrô-porém-moderninha no mesmo estilo de casas como Outback, Friday’s e Joe & Leo’s. Um lugar para ir tanto com amigos quanto com a família. Outro detalhe que agradou foi o carinho com as bebidas, demonstrado em iniciativas como o double drink (durante a Happy Hour) e o sistema de free refil dos refrigerantes.

Para comer, testamos duas especialidades da casa: o Classic Cheeseburger (R$ 18,95), acompanhado de um gostoso molho de alho e ervas, e o Bomber Burger (R$ 28,95), saborosíssimo burger de picanha de 400g, levemente condimentado com pimenta do reino, coberto com manteiga de alho, cebola grelhada e queijo, acompanhado de um apenas regular molho de pimenta. Os hambúrgueres são bem servidos e ainda vêm com alface, tomate, cebola roxa, batata frita e um molho especial (nas variedades barbecue, blue cheese, ervas, honey mustard, marinara ou red pepper). Em todos os sandubas também é possível optar pelo queijo (cheddar ou americano) e pelo pão (normal ou australiano).


Encerramos a experiência com outro grande sucesso, o Brownie Burger (R$ 18,70), deliciosa sobremesa que consiste de um monte de sorvete de baunilha, prensado por dois brownies redondos, fazendo um verdadeiro hambúrguer doce, coberto com pedaços de castanhas e uma deliciosa calda de chocolate, que lembra muito brigadeiro da vovó numa versão líquida.

Se você for ao Rio e não resiste a um bom hambúrguer, não deixe de conhecer o B-52. A comida é ótima, os preços são honestos e o Brownie Burger é realmente imperdível. Esperamos que, um dia, a rede se instale aqui em São Paulo para repetirmos a dose.

B-52 American Dining
http://www.restauranteb52.com.br/
Praia de Botafogo, 400, 5º piso. F: 3171-9663.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Rio VII – Madame Butterfly

O dia ensolarado pelas praias da Zona Sul pedia comida fresca, colorida, saudável. Para isso, procuramos no nosso guia turístico um japonês nas redondezas de Ipanema e, assim, chegamos ao simpático Madame Butterfly. Diretos ao ponto, escolhemos o Festival Executivo de almoço, a R$ 35,90 por pessoa, que dava direito, além de sushis e sashimis diversos e à vontade, a variados pratos quentes.

A escolha do restaurante, mesmo que meio no chute, foi certeira. O lugar é bem agradável, com paredes verdes e detalhes cuidadosos como pratinhos em forma de vitória régia e o shoyu servido em jarrinho de barro; os sushis estavam bem feitos e variados, e o atum, apesar de estar longe daquelas belezuras vermelhinhas servidas na capital, estava fresco; tinha uma tal “criação do chef”, que no dia era um delicioso carpaccio de atum ao shoyu e hortelã, muito muito boa; e os quentes foram um show a parte: os rolinhos, primavera ou camarão com catupiry, estavam de babar, sequinhos e bem recheados, com destaque para o segundo, um achado que ainda não vimos em São Paulo; e o yakisoba, fortão e bem temperado, foi outra boa surpresa.

Coroamos essa verdadeira comilança com incontáveis doses de saquê nacional Azuma Kirim (R$ 12,00 a dose) e, pra limpar o estômago depois, muito ban chá, cortesia da casa.


Madame Butterfly
Rua Barão da Torre, 472, Ipanema. F: 21 2267-4347.

Rio VI - Yogoberry

Quando visitar a badalada e imperdível praia de Ipanema, aproveite pra dar uma volta na mais badalada ainda Rua Visconde de Pirajá. Espécie de Oscar Freire carioca, é repleta de lojas bacanas, shoppings, cafés, e rodeada de vários bons restaurantes. E depois de um dia de sol e mar, nada melhor do que se refrescar com um belo gelado. Vá até o número 282 e faça a festa na Yogoberry, casa que vende frozen yogurt da melhor qualidade, e um feliz achado pra gente!

Lá, você pode escolher entre o frozen natural ou com chá verde, e incrementar o gostoso sorvete com vários tipos de frutas e outras coisinhas como granola, confeitos, castanhas...

Nas duas vezes em que estivemos na loja, fizemos a mesma escolha, certeira: frozen natural com morango, pêssego e manga. Pedimos a versão média, com 3 coberturas (R$ 10,00), e que alimenta muito bem. Os preços variam conforme o tamanho do sorvete e o número de coberturas (toppings) escolhidas. Delícia!

Yogoberry
http://www.yogoberry.onx.com.br/
Rua Visconde de Pirajá, 282, loja C, Ipanema. F: 21 3281-1512.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rio V - Bar do Mineiro


Numa das gostosas ruas de Santa Teresa existe um “lugar sagrado", velho refúgio de cariocas espertos ou de felizes forasteiros, como nós: o Bar do Mineiro. Perfeito para se reunir com amigos, ou levar pessoas queridas adoradoras de um legítimo boteco, o Mineiro acolhe e alimenta não só estômagos, mas almas. Sentado numa de suas mesinhas, rodeado por gente bacana de todos os tipos (só não espere frescos em geral), cercado de deliciosos petiscos ou fartas refeições brasileiras, a maior ambição que um verdadeiro ser humano pode ter é passar o dia todo ali, comendo, bebendo e jogando conversa fora, vendo a tarde se alongar, emendar com a noite e cair madrugada adentro. Por falta de tempo, ficamos só para um esticado almoço à tardezinha.

A pedida foi uma bela feijoada (R$ 35,00 para duas pessoas), ladeada por muita cerveja gelada e arrematada por um curioso licor de gengibre afrodisíaco, oferecido por um funcionário local, e servido gelado (R$ 3,50). Vale pelo inusitado da coisa.


Mas falemos da feijuca: beeeeeem gostosa, cheia das carnes, acompanhada de arroz, farofa, torresmo, laranjinha e a couve refogada mais fina e bem feita que comemos em muito tempo. Tudo no capricho, e com um adicional de simpatia. Como devoramos o feijão rápido demais, pedimos só mais um pouquinho, para ajudar a matar a couve e o arroz (que não podiam ser desperdiçados). Sem delongas, nosso nobre garçom trouxe uma nova cumbuca, tão cheia que escorria pelas beiradas, e sequer cobrou pelo extra.


E o Bar do Mineiro não é só isso: todas as porções são caprichadérrimas, brasileiríssimas (carne seca com aipim e pasteizinhos de feijão são imperdíveis!), as refeições são gostosas e reforçadas, e o clima amigável faz você vai se sentir em casa. A gente, pelo menos, se sentiu assim, e já o elegeu como nosso bar carioca preferido. Como se não bastasse, ainda tem a paisagem e todo o charme de Santa Teresa...

Bar do Mineiro
Rua Paschoal Carlos Magno, 99, Santa Teresa. F: 21 2221-9227.

Rio IV - Mil Frutas

Com diversas filiais no Rio e uma em SP (recém-inaugurada no Shopping Cidade Jardim), a sorveteria Mil Frutas foi outra das nossas paradas mais-do-que-obrigatórias. Famosa por seus deliciosos sorvetes de frutas, ingredientes de primeira e sem nenhum conservante, provamos, entre outros, os belíssimos gelados de jabuticaba, banana caramelada, manga, pitanga e o surpreendente taperebá (um tipo de cajá, delicioso).

Um passatempo ótimo na Mil Frutas é testar a infinidade de sabores oferecidos. A lista vai dos mais triviais como abacaxi, chocolate e morango, passa por combinações inusitadas como nozes com ovos moles, chocolate com cupuaçu e gengibre com canela (aliás, muito bom), e chega a coisas realmente diferentes, como batata roxa, queijo e absinto. O melhor de tudo é que o pessoal da sorveteria não faz a menor cerimônia, e oferece uma pazinha de todo e qualquer sabor que você quiser provar, sem miguelagem.

Então aproveite, pois a brincadeira não é barata. O preço de um copinho com duas bolas é R$ 12,00 e sobe para R$ 18,00 por três bolas. Mas pode ter certeza que o show vale cada centavo. Mesmo.

Mil Frutas
http://www.milfrutas.com.br/
Rua J. J. Seabra, s/n, Jardim Botânico. F: 21 2511-2550.

Rio III - Devassa Flamengo

Estrategicamente instalada a poucos passos do nosso hotel fica a cervejaria Devassa do Largo do Machado. Na noite em que chegamos, a casa, que sempre tem movimento, estava transbordando de gente, em virtude do clássico Flamengo x Vasco (no qual o Vasco tomou uma sacolada...) pelo Campeonato Brasileiro de 2008.

Como já tínhamos jantado no Cervantes, não perdemos tempo com petiscos e fomos diretamente para as devassas. Começamos com deliciosas ruivas (nossas favoritas) e encerramos o programa com índias geladíssimas, bem a tempo de ver o jogo acabar e, num legítimo momento carioca, orgulhosamente assistir a uma feliz multidão rubro-negra comemorar a vitória do Mengão.

No final das contas, embora recheado de mauricinhos e patricinhas cariocas, o bar estava muito gostoso, e o chope perfeito, como sempre. Talvez pelo fato do preço do chope (de R$ 4,00 - loira a R$ 4,80 - índia, o grande) ser bem mais honesto, talvez pelo atendimento camarada de um dos garçons, talvez pela contagiante onda de alegria que tomou o lugar, coisa que provavelmente nunca aconteceria na afrescalhada filial paulista do bar.

Devassa
http://www.devassa.com.br
Rua Senador Vergueiro, 2, lojas B e C, Flamengo. F: 21 2556-0618.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Rio II – Espírito Santa

No bucólico caminho do bondinho de Santa Teresa, mesmo passando por uma série de bares e restaurantes convidativos, já tínhamos destino certo: o Espírito Santa, casa de comida brasileira com toques contemporâneos que estava no nosso roteiro prévio dos indispensáveis cariocas.

A decoração é aquele estilo “Brasil chique”, que existe em tantos outros exemplares paulistanos (Santa Gula ou Vira Lata, por exemplo). Nada contra, mesmo porque, é de bom gosto e exalta o que a terrinha tem de melhor.

Esbaforidos e famintos (chegamos as 15h30, sem café da manhã no estômago e com solzão na cabeça), pedimos de cara duas bem-executadas caipirinhas especiais (R$ 9,00 cada) - uma de umbu e outra de laranja com gengibre, aparentemente uma especialidade carioca que também encontramos em outros lugares. Para acompanhar, um delicioso achado: bolinhos de aipim recheados com queijo coalho ralado e temperados com um perfeito chutney de açaí (R$ 16,50). Imperdível!


Depois, os principais: Espírito de Minas (carré de porco com crosta de alho e broa de milho, farofa e couve – R$ 25,50) e Arroz de Puta Rica (mexidão de arroz com lingüiça, carne de boi, carne de frango, milho, palmito, cubos de queijo coalho, com muito coentro e especiarias – R$ 25,50). Os dois estavam no ponto, e foram acompanhados por mais uma caipirinha, dessa vez de Cajá. Ai ai, vida dura...



Para fechar bem o almoço, duas sobremesas totosinhas: bolo de chocolate com gengibre e calda de manga (R$ 14,00) + torta de banana da terra com amendoim e açúcar mascavo (R$ 9,50).


O restaurante vale muito a visita - pelo passeio, o lugar e os quitutes, todos bem feitos. A comida, porém, apesar de muito boa, não é espetacular. Se você está esperando aqueles comidões fortes e pesados do sertão ou do sul de Minas, por exemplo, procure o Bar do Mineiro, ali pertinho. O Espírito Santa é mais suave, para agradar paladares leves e estômagos menos treinados.

Espírito Santa
http://www.espiritosanta.com.br/
Rua Almirante Alexandrino, 264, Largo dos Guimarães, Santa Teresa. F: 21 2508-7095.

Rio I - Cervantes


Carne, queijo e abacaxi. Aparentemente uma mistura duvidosa, a receita de sanduíche do Cervantes é perfeita e agrada até mesmo os mais incrédulos desde 1965. Vale dizer que o lanche, super tradicional e carro-chefe da casa, é beeem generoso, sendo formado por copiosas quantidades de filé, pernil, rosbife, tender ou outras carnes, conforme a preferência do freguês. E guarnecidos com queijo, abacaxi e até mesmo patê, para os mais excêntricos. Além disso, todo esse recheio suculento e fresquinho vem dentro de um pão feito no próprio restaurante, o que garante a qualidade do produto a qualquer hora.

Fizemos duas visitas ao Cervantes em nossa passagem pelo Rio. Na primeira, sucesso dos sucessos, traçamos os sanduíches de filé, queijo e abacaxi (R$ 14,00) e de pernil, queijo e abacaxi (R$ 12,00). Os dois bem acompanhados por chope Brahma geladinho (R$ 4,00) e uma bela porção de batatas fritas (R$ 7,00). Nham...

Na segunda visita, para nossa surpresa e desapontamento geral da nação, nos decidimos pelo sanduíche de rosbife, queijo e abacaxi (R$ 12,00). Não recomendamos, mesmo! A carrrrne não é boa, tem nervos e gorduras sobrando (nos outros, você não passa por isso!), além de ter passado do ponto. Fique com as outras opções, garantias de satisfação. Nós temos certeza: você vai querer um sanduba Cervantes toda vez que visitar a cidade maravilhosa!


Cervantes
http://www.restaurantecervantes.com.br/
Rua Prado Junior, 335 B, Copacabana. F: 21 2275-6147.

sábado, 12 de julho de 2008

Até breve!

Pegamos uns dias de férias, e voltamos em seguida, com novidades cariocas! Aguarde!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Boa companhia no frio

Numa noite fria, nada melhor do que jantar uma massa quentinha, acompanhada de um bom vinho. Para isso, compramos um macarrão bastante exótico e esperamos o inverno bater forte por aqui. A massa em questão, um talharim artesanal de beterraba da padaria Romana, de Campinas-SP, nos seduziu pela cor. Depois, tomados pela curiosidade, compramos um pacotinho do comestível, que custa R$ 13 o quilo, numa das nossas incursões na querida cidade.

Preparamos o macarrão e servimos com molho de tomate super especial do Maucio (receita ao final do post) e, é claro, queijo parmesão fresco, ralado na hora. Simples assim. Mas a decepção foi total: primeiro, o macarrão desbotou todo, deixando a água de fervura rosa-choque; depois de cozido, ficou rosinha e bonitinho, mas sem NENHUM gosto ou resquício de beterraba.

Porém, não vamos ser tão radicais: a massa é boa, não fica "esfarelenta" ou algo parecido, e tem sabor e textura bem caseiros. Mas também, sejamos honestos: com um bom molho de tomate e queijo de qualidade, além de um cozimento adequado, qual massa poderia ficar ruim? Principalmente, pelo precinho da dita cuja...

Molho de tomate do Maucio:

Ingredientes:
- 15 tomates tipo italiano bem maduros
- 1/2 cebola batida no liquidificador com 1/4 xícara de óleo
- 4 folhas de louro
- 1 litro de água
- 1 dente de alho bem picado
- sal a gosto
- pitada de açúcar

Preparo:
Cozinhe os tomates inteiros e, em seguida, tire a pele. Bata com a água, formando um purê e, em seguida, coe.
Aqueça a panela em fogo médio e, em seguida, jogue o preparado de cebola e óleo, mexendo sempre para não grudar, cozinhando até que fique bem queimado (quase preto). Adicione o alho e, logo depois, o purê de tomates.
Deixe cozinhando na panela de pressão por aproximadamente meia hora. Destampe a panela e acrescente o louro, o sal e uma pitada de açúcar. Deixe cozinhando, em fogo baixo, até que o volume do molho se reduza pela metade.
Pronto!
--
Para acompanhar, degustamos um delicioso vinho Colonia Las Liebres Bonarda, argentino bem em conta por aqui (R$ 23,60, na importadora Mistral). Vale o investimento, e acompanha muito bem uma massa com molho forte, como a nossa.

Häagen Dazs Vanilla Caramel Brownie


Você já imaginou encontrar, em um único doce, brownie de chocolate fresquinho, mesclado a uma calda espessa de caramelo, misturado com sorvete de baunilha da melhor qualidade? Não, não estamos falando de uma sobremesa top top de um dos restaurantes chiquérrimos de São Paulo. Nem de algo que vá causar um grande rombo no seu bolso, afinal, aqui ninguém tem dinheiro sobrando.

A delícia descrita acima é o Häagen Dazs Vanilla Caramel Brownie, nosso “favorito dos favoritos”. Num único potinho, é possível provar um brownie que parece saído da padaria, o já conhecido sorvete da marca, e se lambuzar em uma generosa calda de caramelo, que lembra muito dulce de leche argentino. E agora, o delicioso sabor está disponível em todos os bons supermercados da cidade!

À Côté – francês “muderninho” nos Jardins


O À Côté (pronuncia-se "a côte", segundo nosso simpático garçom), localizado na Rua Bela Cintra, no coração dos Jardins (très chic), é irmão do lindinho Ruella, bistrô francês no Itaim estrategicamente instalado em uma romântica viela - Por gostarmos muito do local, resolvemos checar esse outro restaurante da mesma “cadeia”. Ambos são cuidadosamente decorados – flores, meia luz, e tudo o que forma aqueeeela atmosfera romântica, estão presentes. O atendimento também é distinto, com jovens bonitos, bem vestidos e bem humorados por todos os lados, sempre alertas e dispostos a ajudar. O que nos incomoda um pouco, já que somos meio roots, é o clima forçosamente “muderninho”, com música “descolada” e galera esquisita. Mas, se você gosta dessas coisas super hypadas, e tem dinheiro sobrando, o À Côté é uma ótima pedida para um encontro casual com os amigos.

O couvert: bonzinho, mas não surpreende. Gostosos pãezinhos quentes (foccacia ao alecrim e integral com castanhas e passas), dois tipos de azeite (agora é moda a tar degustação de azeites...), manteiga comum e algo assustador: manteiga misturada com mel que, embora seja algo realmente “muderno” e parecer bom, tem gosto de cera de ouvido com própolis. Passe longe!

Outra preciosidade local é um tal de drink para limpar o estômago, que deve ser ingerido antes da comida, oferecido pela casa. Tem cor, cheiro e gosto de sabonete, o que deve realmente lavar até a alma. Se ficar curioso, dê um golinho de leve. Não mata...

Agora, les plates:
Luana (Tournedor ao molho Bernaise, R$ 40): Com a cara ótima, o prato estava realmente gostoso. A carne veio no ponto exato pedido (ao ponto -), as batatas-canoa, assadas ao forno e levemente salpicadas de alecrim, estavam bem feitas, e o molho, cremoso e espesso, deu o toque especial. Aprovado!


Maucio (Hamburguer de picanha ao pesto, R$ 40): Mais bonito do que gostoso. A carne é muito boa, mas a combinação de ingredientes não foi tão feliz quanto parecia. O cheddar não tinha muito sabor e foi ofuscado pela belíssima cebola grelhada, que estava um tanto "ardida", e pelo pesto, que estava mais para uma "maionese de manjericão", dominando o sabor do sanduíche. Mas, se isso serve de consolo, a batata frita estava boa.


O vinho (Les Dórees Bourgogne Pinot Noir, R$ 65): Desceu bem com a comida e é muito correto, mas não marcou nossas vidas. Talvez porque estejamos muito acostumados com os mais fortes e saborosos Pinot Noir (como o Alamos) feitos na Argentina e Chile. E viva os hermanos, pra não perder o costume!

As sobremesas são um capítulo a parte, e merecem uma homenagem:

Brownie com crocante de noz pecan e sorvete (R$ 16): delicioso, escuro e suculento, com crocantes divinos da noz, e calda forte de chocolate, foi o mais comemorado da noite!


Tarte Tatin de banana com caramelo de gengibre e sorvete de côco (R$ 14): Uma combinação muito feliz de sabores, o doce da banana é equilibrado pelo suave sorvete e pela inusitada calda de gengibre, que dá um toque refinado para a sobremesa.

À Côté
http://www.acote.com.br/
Rua Bela Cintra, 1709, Jardins. F: 3085-2071.

sábado, 5 de julho de 2008

Domingo é dia de que?


Frango com macarrão! Depois de uma semana de muito trabalho e privações alimentares, resolvemos preparar um dos nossos pratos favoritos: o trivial, leve e baratinho espaguete na manteiga com salsinha, guarnecido de “Franguitos do Maucio” (vide receita) – nossa variação do parmesan chicken americano. Para beber, uma garrafa do delicioso e altamente recomendável Carmen Gewürztraminer 2007, herói do custo x benefício (R$ 26,00 na importadora Mistral, em São Paulo), e um dos vinhos brancos mais saborosos que já experimentamos até então.


Caso tenha se interessado em copiar um dos nossos almoços preferidos (é mole mole, rapá!), segue a receita principal. O macarrão com manteiga e salsinha é básico, e você pode variar o tipo de massa (Bavette Barilla é um clássico, já), assim como substituir a salsinha (triturada no processador) por pimenta do reino moída. Em qualquer dos casos, garante a alegria da moçada. Só não esqueça do bom e velho parmesão fresco ralado, de boa procedência, por cima da massa. Cem por cento!


Franguitos do Maucio
- 1 peito de frango desossado, limpo, cortado em cubos médios;
- 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon (também pode ser a com ervas, fica linda e mais suave);
- 1 colher de manteiga;
- ½ xícara de creme de leite;
- 1 pão tipo ciabatta médio (pode ser substituído por outro pão que tenha casca grossa);
- Sal e pimenta-do-reino a gosto.

Corte o peito de frango em cubos (pouco maiores e mais gordinhos que os tradicionais, e sem gracinha, “nuggets Sadia”), tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e reserve.

Numa frigideira grande e sempre em fogo baixo, derreta a manteiga e misture com a mostarda de Dijon. Em seguida, junte o creme de leite e misture bem, até formar uma pasta homogênea. Prove e, se achar muito ácido, adicione uma colher de chá de açúcar. Apague o fogo e, depois que esfriar, jogue os cubos de frango na frigideira, mexendo bem, até que estejam bem aderidos à mistura. Reserve.

Paralelamente, parta a ciabatta em pedaços pequenos e bata no liquidificador até virar uma farinha grosseira. Passe os cubos de frango na farinha até que estejam devidamente empanados, e leve ao forno (a 200º C) em uma travessa untada ou anti-aderente.

Depois de 20 minutos, verifique se a parte de baixo está dourada, e vire os frangos. Deixe mais 20, retire do forno e sirva com o macarrão.

Surpresa na serra


Na bucólica estradinha para Serra Negra-SP, além de belas paisagens é possível encontrar boa comida. Voltando de um prazeroso passeio pela serra, achamos o La Terrazza, bonito e simpático restaurante fincado no meio da estrada. O estacionamento já denunciava: lotado até a boca, mesmo já sendo 14h30.

Não é para menos. O lugar é lindo, com um jardim muito agradável, bem florido e decorado com belos móveis de madeira. Nesse cenário, os 30 minutos de espera passaram rapidamente, enquanto escolhíamos os pratos e nos decidíamos por um vinho brasileiro. Chegando à mesa, pedimos uma saborosa polenta brustolada (grelhada no carvão e coberta por queijo fresco e orégano) de entrada (R$ 7,90 a generosa porção). E, para prestigiar o produto nacional, um Casa Valduga Gewurztraminer 2007 (R$ 34,00) que não é nada ruim, mas que, pelo preço, ainda deixa muito a desejar em relação aos vinhos hermanos.


Na hora dos principais, as escolhas foram um suculento risoto de funghi (R$ 27,60), muito bem-executado, e um talharim La Terrazza (R$ 26,80), massa carro-chefe da casa, com iscas de cordeiro, alecrim, pimenta e raspas de limão, que infelizmente fica desequilibrada pelo sabor dominante do último ingrediente.

Finalizamos com um cremoso expresso, e terminamos o dia contentes por encontrar lugar tão bacana pelo caminho. Quando estiver passeando pelo circuito das águas paulista, não deixe de fazer uma visita.

La Terrazza
http://www.laterrazza.com.br/
Rua Nelson Brischini, 60, acesso pela rodovia Serra Negra-Amparo. F: 19 3892-2945.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Nosso cantinho da França, em São Paulo

Para quem vê de fora ou distraidamente, o La Tartine é apenas um restaurante bonitinho, perto de endereços badalados como o Mestiço ou bares da Bela Cintra - os lotados Geni e Exquisito, por exemplo. Já para quem está lá dentro, o bistrot é um pequeno pedaço do paraíso.

Cuidadosamente decorado com uma série de objetos e imagens que remetem à França, o espaço, mesmo pequenino, possui diversos ambientes, todos muito agradáveis e românticos - inclusive um segundo andar, mais romântico ainda. A iluminação reduzida e a música - sempre francesa - tocada no volume exato, completam a atmosfera de refúgio aconchegante. Se você der sorte, ainda é capaz de ir num dos dias em que o tiozinho do acordeon aparece. Torça, pois o clima fica ainda mais gostoso com ele por lá.

A comida é um caso a parte. O cardápio é econômico e conta com alguns artigos fixos, como as quiches (sucesso absoluto do local, acompanhadas de salada verde ao molho de mostarda - hmmm), croques e outros quitutes. E, com variação diária, dois pratos do dia tipicamente franceses (pato ao vinho e mel, por exemplo).

Um aspecto que nos agrada muito é a carta de vinhos, enxuta e bem honesta, com diversas opções acessíveis (inclusive com bons vinhos em taça, brancos ou tintos). Para coroar, as sobremesas são uma delícia, e merecem ser provadas.

Para uma noite ideal, recomendamos a quiche de chévre et tomates (R$ 18,50), algumas taças do Bordeaux Blanc Timberlay (R$11,00) ou do Chenet Blanc (R$ 9,00) e, finalmente, as sobremesas. Sim, uma é pouco e, embora elas não sejam nada pequenas, sua qualidade obriga o repeteco. O profiterole com sorvete e a torta mousse de chocolate com calda de baunilha (ambos por R$ 10,00 cada) são imperdíveis!

La Tartine
Rua Fernando de Albuquerque, 267, Cerqueira César. F: 3259-2090.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Achado!


No final de semana, para nossa surpresa e alegria, encontramos um único (talvez o último?) exemplar do Häagen Dazs Bailey's Original Irish Cream (R$15,90 pelo pote de 500 ml), escondido numa geladeira do Pão de Açúcar do Cambuí, em Campinas-SP.

Para quem gosta do licor, o sorvete é um prato cheio. A coloração e o cheiro são idênticos ao original, e a textura do sorvete é impressionante - cremoso, cremoso, uma delícia! O sabor é muito parecido com o do licor mas, aparentemente, apresenta pouco ou nenhum álcool. Na segunda degustação (uma é pouco), experimentamos jogar um fiozinho de Bailey's, o que realçou ainda mais o sabor do sorvete, e deixou tudo 110%!

Em relação aos outros sorvetes da Häagen Dazs, o Bailey's não é o nosso favorito mas, certamente, figura entre os primeiros da lista. Agora, esperamos que ele apareça nos congeladores aqui de Sampa (ainda não vimos em lugar nenhum, mas se alguém souber onde encontrar, avise!) e fique entre os outros "comuns" da marca, como os totosos Strawberry e Cookies'n'Cream.