sábado, 30 de agosto de 2008

Sorbet de maracujá


Sobremesa ideal para as noites quentes do inverno tupiniquim, o sorbet de maracujá é um doce de preparo ridiculamente fácil, embora um tanto demorado – a menos que você seja um feliz proprietário de uma máquina para fazer sorvetes. Para o caso do nosso sorbet, seguimos receitas encontradas na internet, mas achamos que, apesar de consistente e cremoso, o negócio ficou doce pacas. Talvez pela receita de xarope utilizada, que é de partes iguais de água e açúcar. De qualquer maneira, ficou legal. Da próxima vez, tentaremos diminuir drasticamente a quantidade do açúcar, pra ver se funciona.

Sorbet de maracujá

[Ingredientes]
10 maracujás grandes maduros
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
1 colher de chá de emulsificante para sorvete

[Preparo]
Para fazer o xarope, junte o açúcar e a água, misture bem e ferva, até que o açúcar esteja completamente dissolvido. Apague o fogo e deixe esfriar bem. Enquanto esfria, pegue as polpas dos maracujás e peneire bem, até que fique só o suco concentrado da fruta.

Junte o xarope e a polpa extraída dos maracujás e deixe gelando até que comecem a se formar cristais de gelo. Daí pra frente você tem duas opções:

1) Jogar tudo na máquina de fazer sorvete e admirar como ele rapidamente vai ficando pronto sozinho
OU
2) Deixar congelando e, de hora em hora, tirar do freezer e mexer com um garfo ou batedeira até que ele fique com consistência de sorvete.

*De forma alternativa, você também pode acrescentar uma colher de chá de emulsificante para sorvetes, o que ajuda a incluir ar no meio da “massa” e deixa o sorvete mais cremoso.


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Filé ao molho de mostarda


Mais uma vez, reproduzimos em casa um prato que adoramos. Desta vez, o escalado foi o medalhão de mignon ao molho de mostarda dijon com gratin de batatas (receita ao final do post), do Le Vin Bistrô. Como sempre, demos uma mexidinha na receita, incluindo toques pessoais (essa é a graça da nossa cozinha!). E, para dar show, colocamos uma sobremesa nova na brincadeira - a magnífica torta de chocolate encontrada, às pressas, no Epicurious.

A carne estava um espetáculo. Quatro medalhões de filet mignon, escarlates, altos e muito suculentos, comprados no Pão de Açúcar do Paraíso (Dica: Se você for da região, compre carne na quinta-feira, é o melhor dia). Depois de pronta, ficou no ponto ideal (sangrando bastante), e foi muito bem acompanhada pelo gratin de batata com queijo de cabra, que é muito fácil de fazer (receita aqui) e fica realmente gostoso. Ah, não podemos deixar de dizer que o molho também ficou bem bom, do jeitinho que se apresenta no bistrô dos Jardins.


Para acompanhar tudo isso, arriscamos mais um vinho europeu, o espanhol Al Muvedre, 100% feito com uvas Monastrell. O tinto não é nem um pouco ruim, mas achamos que ele poderia ser bem mais saboroso, como o Alma Negra, por exemplo. Ainda assim, a bebida desceu muito bem com o prato principal.


A sobremesa foi uma Black Bottom Chocolate Pie (receita aqui), muito gostosa e interessante de se fazer. Depois de pronta e gelada, o cremoso do chocolate e o durinho da base, feita com bolachas, deram ao doce tudo o que uma bela torta de chocolate amargo pode ter de bom. Altamente recomendável para dar um up no dia-a-dia!


Filé ao molho de mostarda Dijon

[Ingredientes]
4 medalhões altos de filet mignon (com pelo menos 2 cm de altura)
1 colher de sopa de mostarda Dijon
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sobremesa de açúcar
½ xícara de creme de leite fresco
Sal a gosto
Pimenta-do-Reino a gosto

[Preparo]
Derreta a colher de manteiga em fogo baixo, acrescente a mostarda e o creme de leite e misture até que fique bem homogêneo. Acrescente um pouco de açúcar para que não fique tão ácido e ajuste com os demais ingredientes até que fique ao seu gosto. Controle sempre a temperatura para que não deixar ferver.

Separadamente tempere os filés com sal e pimenta e frite-os em uma frigideira grande e bem quente, para que não fiquem aguados. Gostamos de deixar a carne levemente mal passada, o que preserva seu sabor e maciez.

Para servir, despeje uma concha de molho sobre o prato e, em seguida, posicione o medalhão sobre o molho. Pronto!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Rosso Piceno – Saladini Pilastri


Para acompanhar o delicioso e suculento Strogonoff da Lulu, queríamos um vinho diferente. Fugimos dos seguros bebíveis argentinos e chilenos, e apostamos todas as nossas fichas em um italiano, o Rosso Piceno Saladini Pilastri (R$ 30,99, na Mistral), um tinto elaborado com as uvas Sangiovese e Montepulciano e oriundo de uma parte pouco badalada da Itália, a montanhosa região de Marche.

O Rosso Piceno foi um grande achado. Encorpado, saboroso e macio, encarou o strogonoff de frente e deixou a comida ainda mais gostosa. O restinho que sobrou da refeição foi tomado puro no dia seguinte e continuou agradando muito. Curtimos bastante e certamente procuraremos mais vinhos feitos com a Sangiovese, testada e aprovada tempos atrás, quando fomos até Visconde de Mauá checar o mito do Rosmarinus.

Receita de strogonoff

Na semana mais movimentada do ano, não tive tempo para nada: nenhuma visita a restaurantes, nenhum jantar caseiro... Tá pensando que a vida é mole?

Para não deixar a peteca cair, vai aqui a receita do meu strogonoff: fácil, rápido e, na minha opinião, o mais gostoso possível.

Se estiver frio e vier acompanhado de um bom tinto, então... Melhor ainda!

[Ingredientes]
500 g de filé mignon, cortado em cubos médios
1 lata de cogumelos fatiados
1 colher de sopa cheia de manteiga sem sal
1 cebola média bem picada
Sal e pimenta do reino a gosto
1 e ½ caixa de creme de leite, sem soro
Ketchup – quanto baste

Para acompanhamento: arroz branco e batata palha

[Preparo]
Refogue a cebola na manteiga e, quando ficar transparente, adicione a carne, já temperada com pimenta do reino e sal. Cozinhe bem e, quando a água começar a secar, acrescente os cogumelos. Deixe por poucos minutos e, em seguida, coloque ketchup a gosto – eu deixo a mistura bem vermelhinha, que fica mais saboroso e picante.

Depois de alguns minutos apurando, baixe o fogo e acrescente o creme de leite. Misture bem, cozinhe e, quando começar a ferver, desligue o fogo. Sirva imediatamente.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bavette ao Pesto


Em tempos de muito trabalho e pouca diversão, sempre recorremos a outro de nossos simples, rápidos e saborosos pratos à base de macarrão: o delicioso e prático Bavette ao Pesto. Com um vinho estrategicamente gelado, o preparo da refeição toda não toma mais do que 20 minutos. Outra coisa legal é que o pesto (receita ao final do post) é muito fácil de fazer, e ainda pode ser congelado para outras ocasiões (mas não recomendamos, pois gostamos de tudo fresco e feito na hora).

A sorte, nesse dia estressante e corrido, é que já tínhamos as nozes e um bem-curado e delicioso parmesão argentino comprados no Mercadão. O vinho, que também já estava estocado, foi um saboroso Uxmal Chardonnay (R$ 18,97, na Mistral), mais um super argentino de excelente custo x benefício.


Pesto do Maucio


[Ingredientes]
30g de manjericão
1 xícara de parmesão ralado
1 punhado de nozes para moer
½ xícara de nozes picadas na faca
½ xícara de azeite

[Preparo]
Lave bem o manjericão e corte a maior parte dos talos. Em seguida, bata no liquidificador o manjericão, o parmesão, o azeite e um punhado de nozes, até formar uma pasta densa. Se ficar grosso demais, acrescente um pouco mais de azeite. Retire do liquidificador, adicione as nozes picadas e acrescente ao macarrão, já cozido e escorrido.

Rende pesto suficiente para meio pacote (250g) de macarrão.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Almoço vegetariano


Sempre que fuçávamos os sites e revistas de culinária, víamos receitas vegetariana de babar. Mas, carnívoros que somos, ficava difícil cavar ocasião para colocá-las em prática. Eis que num belo final de semana resolvemos preparar um almoço inteiramente vegetariano, com receitas do site 101cookbooks.

O menu: torta de ricota, parmesão e abobrinha (receita aqui), arroz com champignon e hambúrguer de lentilha. Acertamos em cheio na escolha dos pratos, na combinação entre eles, e no preparo das receitas. Tudo ficou uma delícia, modéstia completamente a parte.

A torta ficou beeeeeeem gostosa, pois “carregamos” no queijo (usamos praticamente o dobro da receita original), colocamos orégano fresco e nosso queijo de cabra, ao invés de fresco, era um boursin em conserva de azeite e pimenta rosa. Diliça!


O hambúrguer de lentilha (receita aqui), que era para ser frito, foi assado como uma torta, um quibe de forno. Ponto pra gente, que ainda por cima fizemos algo mais saudável (nada de óleo e gordura). Apesar de bem gostoso e cheio de sustância, faltou só umas pitadinha de sal na receita – que também modificamos, colocando muito menos farinha e muito mais lentilha!

O arroz foi bem mais simples e básico: depois de pronto, misturamos champignon em lâminas, deixamos apurando com a panela fechada, e servimos com os outros quitutes.


Para a sobremesa, o delicioso Petit Gateau do Maucio (receita ao final do post). De acompanhamento, sorvete Häagen Dazs Banoffee. O amarguinho do chocolate, com o super-doce da banana caramelada do sorvete, transformaram nossa sobremesa num pedaço do céu.


Petit Gateau do Maucio

[Ingredientes]
meia barra de manteiga sem sal
350g de chocolate meio amargo bem picado
6 ovos (3 inteiros + 3 gemas)
1 colher de açúcar
1 colher de farinha

[Preparo]
Em banho maria, derreta o chocolate e a manteiga até que a mistura fique bem homogênea. Apague o fogo e deixe esfriar. Numa vasilha separada, bata bem os ovos (3 inteiros e as 3 gemas) e o açúcar.

Assim que o chocolate estiver frio, acrescente os ovos batidos e a farinha, e misture bem, até que a mistura fique totalmente integrada e uniforme. Depois resfrie, na geladeira, ou mesmo no congelador, por pelo menos, meia hora.

Para assar, preaqueça o forno no alto e deixe por um tempo. Em seguida, unte as formas com manteiga e farinha (para ajudar a descolar) e despeje a massa sem encher totalmente as formas – os bolinhos crescem um pouco. Coloque no forno e asse até que as bordas estejam secas e levemente infladas. No ponto ideal, as bordas devem estar bem secas e assadas, enquanto o centro do bolinho, deve estar úmido e brilhante.

La Risotteria Alessandro Segato


Há muito tempo na lista de “restaurantes top-top” de presença obrigatória no blog, o La Risotteria Alessandro Segato foi, enfim, visitado na semana passada. Já havíamos conhecido, há alguns meses, o refinado restaurante. Como nessa primeira experiência tudo tinha sido perfeito, ansiávamos pela hora de contar aos nossos leitores tudo o que rola num dos mais badalados endereços gastronômicos da atualidade.

O ambiente, mesmo fino e muito bem cuidado, tem um ar rústico e aconchegante. A iluminação é ótima, levemente reduzida, e o atendimento é impecável - os garçons estão sempre disponíveis e são muito profissionais. Ruim mesmo, só a trilha sonora. Nessa última visita, havia um sujeito tocando MPB cafona no piano, coisa que realmente não encaixa no contexto (da outra vez também havia um músico, mas tocando algo imperceptível, instrumental, no mesmo belíssimo piano de cauda).

Como o lugar estava bem cheio (seria por conta do Restaurant Week?), ficamos um tempinho na área de espera, onde pedimos uma taça de Pinot Grigio Casa Defra 06 (R$ 18,50), que veio acompanhada por uma porçãozinha de mix de castanhas. Misteriosamente, só depois de pedirmos o vinho é que trouxeram o “agrado”...

Já na mesa, dispensamos entradas, já que sabíamos que o couvert é imperdível, e praticamente um banquete... Foccacia adocicada de nozes, pão branco quentinho (ambos caseiros), torradas, um saboroso canapé de queijo, antepasto de berinjela, molho de pimentas, chips de mandioquinha e deliciosos tomates cereja na conserva de azeite e manjericão (esse último item, apesar de parecer comum, é um tesão!).


Em seguida, pedimos os pratos, que chegaram rapidamente e vieram muito bem servidos. As escolhas foram um ótimo nhoque de baroa com iscas de picanha e molho de cogumelos frescos (R$ 48,20), que permitia saborear cada ingrediente individualmente, e o “melhor risoto da casa”, segundo nosso garçom - o risoto de camarões com manjericão italiano (R$ 93,80), um espetáculo, combinando perfeitamente cores, sabores e aromas.


Para acompanhar os pratos escolhemos – no meio da extensa carta de vinhos – o Finca La Linda Viognier (R$ 54,00), um branco bem agradável, aromático e pouco ácido, que é mais forte do que parece, e combinou particularmente bem com o risoto.


No quesito sobremesa, ficamos sem nada. A visita anterior foi meio decepcionante em matéria de doces, e resolvemos encerrar o jantar só com um cafezinho. E foi aí que percebemos outra particularidade da Risotteria. Em nossa primeira passagem por lá, pedimos sobremesas e depois cafés, que vieram acompanhados de petit-fours, docinhos, biscoitos e um pote de delicioso beijinho de abacaxi e côco. Desta vez, sem sobremesa, o café não veio acompanhado nem de um sorriso. Ou seja, os agrados aqui custam dinheiros, e não são poucos os reais que precisam ser investidos...

La Risotteria
http://www.alessandrosegato.com.br/
Rua Padre João Manuel, 1156, Jardins. F: 3068-8605.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um senhor hambúrguer


Depois de experimentar receitas transadas e elaboradas como Macarrão ao molho de cogumelos, Camarão na Moranga, Curry e Quiche de queijo de cabra, queríamos preparar algo mais rápido, porém tão saboroso quanto as últimas incursões na cozinha. Então, usamos a receita maravilhosa de Hambúrgueres da Lulu (final do post), um lanche tão simples, tão grande e tão gostoso, que dói!

Para acompanhar, batatas fritas bem sequinhas e um trio de molhos: Ketchup, Honey Mustard e o caseiro Alioli (molho de alho de origem catalã, cuja receita foi encontrada aqui). De refresco, deliciosas cervejas Quilmes e Beck's [foto por Codorna], que já estão virando clássicos felizes de nossos encontros.


A primeira rodada dos hambúrgueres foi complementada por queijo temperado com alho. Não ficou ruim, mas o sabor do queijo acabou enfraquecido, perto da carne bem temperada… Já na segunda rodada (esganados demais, veja o tamanho de cada lanche!), apostamos no tradicional cheddar fatiado do Pão de Açúcar. Aí, o sanduíche, que já estava ótimo, ficou ainda melhor!


Ideais para um lanche gostoso, rápido e divertido, os hambúrgueres da Lulu são satisfação garantida. Só recomendamos fazê-los em uma grelha de ferro, daquelas que vendem na feira ou em bons supermercados. Sem precisar de óleo, o bicho fica bem torrado por fora e vermelhinho e suculento por dentro, mas sem a aguaceira típica de hambúrguer feito no forno ou em frigideiras comuns.

Super Hambúrguer da Lulu

Obs.: Seguintes dizeres: Essa receita é feita na base do “olhômetro” e do bom-senso. Não há grandes medidas, mas, apesar disso, nunca deu errado ou “meio-certo”. Portanto, arrisque-se, porque vale a pena!



[Ingredientes]
600 g de patinho ou alcatra moídos na hora (nada das bandejas pré-moídas e sebosas de supermercado)
Alho bem picado a gosto
Sal e pimenta do reino, também a gosto
Queijo de sua preferência, para complementar
Tomate caqui, não muito maduro e em rodelas, para complementar
Pães de hambúrguer (recomendamos os da Wickbold, com gergelim)

[Preparo]
Faça assim: num recipiente fundo, coloque toda a carne moída e misture, nessa ordem e a gosto, o alho picado, o sal e a pimenta do reino. Depois, faça bolinhas do tamanho de sua preferência (150 g de carne, no mínimo) e, numa tábua de carne, amasse as bolinhas com a mão, formando os hambúrgueres.

Aqueça a grelha e coloque os hambúrgueres. Vire de vez em quando, para que os dois lados cozinhem por igual. Quando perceber que está chegando no ponto preferido, coloque umas 3 fatias do queijo por cima, tampe a grelha e deixe por uns minutinhos, até que o queijo comece a derreter.

Desligue o fogo, corte o pão, acrescente o hambúrguer com o queijo, coloque uma boa fatia de tomate por cima, e faça a festa! De preferência, com crocantes batatas fritas e molhos bacanudos.

Segredos de Minas


Sempre que passávamos pelo belo casarão amarelo no número 919 da Bela Cintra, imaginávamos se ali ficava mesmo um legítimo restaurante mineiro, com quantidade e qualidade invejáveis. Dia desses, enfim, resolvemos entrar e provar a comida do Segredos de Minas. Estava um baita calor, mas mesmo assim não nos sentimos intimidados com o que poderíamos encarar.


Para abrir os trabalhos, duas caipirinhas, uma de Salinas com tangerina (R$ 10,90), outra de Cachaça do Engenho com limão (R$ 7,80). Apesar da qualidade das pingas e das frutas fresquíssimas, o grande erro do restaurante é abusar do açúcar. Nas duas, o fundo dos copos ficava com aquela camadona indigesta, e a partir da metade da bebida, não dava pra agüentar o melado da coisa. Chato.


O prato principal: Lombo de panela, acompanhado de tutu de feijão, arroz, couve, laranja e banana a milanesa (R$ 42,60). Sem brincadeira: o prato que, teoricamente, seria para dois, servia bem três pessoas famintas, ou quatro com apetite normal. Seis pedaços caprichados de lombo, e acompanhamentos que não acabavam mais. O melhor: tudo muito bem feito, saboroso, com destaque para o cremosíssimo tutu – Bão demai!


Depois da comilança, metade da comida sobrou. A única coisa que nos deixou verdadeiramente irritados foi que, por uma distração, esquecemos de pedir para embrulhar o resto para viagem (faríamos, ao menos, um morador de rua feliz com toda aquela comida) e, dois minutos depois, quando corremos até a cozinha para reparar o erro, tudo já estava no lixo. Montes de comida, quente, bem feita e tal, jogados fora...

Enfim. Engolida a decepção com o desperdício, podemos dizer que o Segredos de Minas traz – em doses nada homeopáticas – toda a culinária pesadona e saborosa daquele estado de maneira fiel, respeitando a tradição. Voltaremos várias vezes, para provar os outros tantos pratos suculentos, e contar tudo para vocês. Aguardem!

Segredos de Minas
www.segredosdeminas.com.br
Rua Bela Cintra, 919, Cerqueira César. F: 3214-5315.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Testando receitas...


Temos uma lista (enorme) de receitas deliciosas para testar. Vamos fazendo uma aqui, outra ali, conforme arranjamos tempo e disposição, afinal, nossas agendas são bastante concorridas... (Uh!)

E foi num final de semana mais tranqüilo que conseguimos preparar um jantar completo, com duas das nossas receitas prioritárias. A primeira era projeto de longa data: copiar a quiche de queijo de cabra e tomates do La Tartine; a outra receita testada no dia foi uma sobremesa apetitosa do Epicurious, uma torta de chocolate amargo com whisky na composição.

Para a quiche, utilizamos queijo de cabra fresco – comprado em Visconde de Mauá e deixado no congelador, esperando a hora de entrar na receita. De guarnição, salada de folhas verdes com molho de mostarda.

Depois de preparada, a quiche ficou abaixo de nossas altas expectativas. Apesar de ter ficado lindona, muito mais bonita que a do Tartine, perdeu feio em sabor. Primeiro porque a massa (receita aqui) que escolhemos tinha muito sabor de ovo e manteiga, ficando enjoativa. Segundo, porque o queijo usado era suave demais, o que deixou o recheio fraquinho, também com sabor de ovos sobressalente.


Ainda assim, valeu a experiência, para saber o ponto ideal de uma boa quiche e procurar um recheio mais forte e marcante para a próxima vez – que não tardará!

Com o Irish Cake (receita aqui), a coisa foi diferente. Mesmo improvisando em alguns ingredientes (usamos Castanha do Pará no lugar de amêndoas, e canela ao invés de bagas de baunilha), seguimos a receita e curtimos bastante o resultado.


O bolo não leva fermento. Assim, ele fica denso, concentrado e molhadinho. A cobertura de chocolate amargo com whisky, por sua vez, deixa a receita ainda mais saborosa. Para acompanhar, um (adivinhe...) Häagen Dazs Pralines and Cream, dilicioso, que morreu em segundos, detonado por animados comensais…


A bebida, como não poderia deixar de ser, foi um belo branco argentino, o Alfredo Roca Chenin Blanc (R$ 15,00, na Metapunto). O vinho tem uma cor amarela bem viva, um cheiro ótimo, e lembra muito bons Chardonnays. Muito gostoso e altamente recomendado.


Obs: Nosso jantar, apesar de ter sido feito para duas pessoas, serve bem quatro. Aproveite e chame os amigos!

domingo, 17 de agosto de 2008

Asado argentino!


Em mais uma de nossas visitas gastronômicas étnicas, conhecemos o Estación Sur, casa argentina encravada numa das mais movimentadas ruas dos Jardins. O lugar é bem bonito, com uma fachada toda iluminada, uma aconchegante área de espera e um romântico pátio interno, amplo e cheio de árvores e plantas.


De entrada, para enganar a fome e testar a “hermanidade” do restaurante, provamos as empanadas da casa (R$ 6,50 cada), uma de carne e outra de queijo e cebola. As duas estavam gostosinhas, mas careciam de um pouquinho mais de personalidade e sabor (leia-se: muito mais tempero, por favor!).


Como a noite estava quente, abandonamos a idéia de tomar um vinho tinto e ficamos na cervejinha. Abrimos com umas Quilmes (R$ 6, long neck) e, na falta da nossa querida Pilsen ou da maravilhosa Patrícia, experimentamos a garrafa de 1L de Warsteiner (R$ 15), que não estava nada mal...


Para comer, pedimos um ótimo Bife de Chorizo Ancho (R$ 49), em ponto 2 (a casa possui um excelente sistema para definir o ponto das carnes, com 5 variações exemplificadas por fotos) + crocantes Papas a La Provenzal (cobertas de alho e salsinha – R$ 13,50), que infelizmente perderam pontos pela quantidade pequena de alho despejada + gostoso arroz verde (arroz com brócolis – R$ 10,50). A comida estava impecável, e em porções honestas.


Quase totalmente satisfeitos, fomos às sobremesas: Charlotte (almendrado coberto de chocolate – R$ 12,50) e Lemon Champ (sorvete de limão embebido no Champagne – R$ 14,00).

A Charlotte decepcionou TOTAL. O almendrado, que era pra ser sorvete de creme com muitas amêndoas no meio, veio um gelado qualquer nota sem NENHUM resquício das amêndoas. E a calda de chocolate era a mesma oferecida em banquinhas de sorvete da Praia Grande, aquelas que endurecem em contato com o frio do sorvete e têm gosto de chocolate de 3ª linha. Blerght! Já o Lemon Champ estava bem gostoso, embora viesse coberto com um desnecessário creme chantilly.


Uma visita ao Estación vale muito, pelo ambiente lindo – especialmente a noite, quando as velas no jardim dão aquela ajudada, pela boa comida, e pelo atendimento simpático e cuidadoso. Só tome cuidado com a loteria das sobremesas (muitas opções, muitos dinheiros...). Você pode acabar se dando mal…


Estación Sur
www.estacionsur.com.br
Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1396, São Paulo. F: 3885-0133.

Curry à moda da casa

Para celebrar nosso amor retumbante pelo curry, resolvemos preparar uma super refeição à base do tempero oriental. A idéia era pegar a receita da caixinha (o curry mais forte encontrado na Liberdade) e subvertê-la, para dar um toque pessoal e diferenciado.

No lugar das vulgares batata e cenoura sugeridas na receita original, utilizamos uma bandeja de ervilha torta e uma de cogumelos Paris frescos. Como guarnição, arroz de jasmim Tailandês e chips de mandioquinha, cortada bem fininha e frita na hora.

Para beber, o bom e velho saquê Azuma Kirin, comprado também na Liberdade e deixado dias antes na geladeira, pra ficar bem no ponto.

Mandamos ver na nova receita e não nos decepcionamos. O curry ficou espesso, cheiroso e muito, muito gostoso – embora os cogumelos tenham ficado meio apagados no meio de tanto condimento... (Não use, porque você gasta dinheiro a toa e não consegue perceber NADA dos coitados). A mandioquinha e o arroz, por sua vez, deram uma aliviada no tempero. Ou melhor, casaram perfeitamente com a receita condimentada.

No mais, o prato é muito simples e rápido de fazer, ideal para um dia em que o cansaço pós-trabalho implora por uma comida caseira, especial e picante, para levantar os ânimos.

Curry de carne, ervilha torta e cogumelos frescos

[Ingredientes]

1 cebola grande, cortada em tiras largas
400g de filé mignon picado
1 bandeja de cogumelos Paris, cortados ao meio
1 bandeja de ervilha torta limpa
700 ml de água
1 pacote de preparado de curry Golden Curry Mix - Hot

[Preparo]
Em fogo médio, ponha um pouco de óleo no fundo da panela e refogue a cebola, até que fique transparente. Em seguida, aumente o fogo e jogue o filé mignon picado, deixando soltar um pouco de caldo e, depois, adicione os cogumelos e a ervilha torta. Deixe no fogo alto por 5 minutos, misturando bem os ingredientes. Depois, coloque a água e deixe a mistura cozinhando por cerca de 20 minutos. Apague o fogo e acrescente o preparado de curry, quebrado-o em pedaços e misturando bem, até que dissolva completamente. Dê mais uma cozinhada em fogo baixo e, quando estiver grosso e bem cheiroso, desligue. Prontinho!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Shangai – O "nosso" chinês

Apesar da fachada modesta, o restaurante Shangai, na região da Paulista, é erguido sobre poderosos alicerces: a comunidade chinesa, sua tradição milenar e sua excelente comida. Como se não fosse suficiente, a casa é bem arrumada, o atendimento é honesto, e os preços, ótimos. Mas não espere salões suntuosos, música new age e garçons humilhantemente vestidos a caráter. O Shangai é um lugar simples e tradicional, que mais parece uma cantina de bairro, onde a comida é farta e apetitosa, e o atendimento é confortavelmente informal.

Chegamos ao local no meio da tarde e, pra variar, com fome. Afinal, a manhã tinha sido agitada, caminhando pela Liberdade em busca de bons ingredientes para futuros posts. Pedimos uma garrafinha de sakê nacional bem gelado (R$ 9,00) e um rolinho primavera (R$ 2,80), que estava sequinho, crocante, bem recheado, e acompanhado de um belo agridoce espesso e saboroso. A dica é pedir o quitute individualmente, já que é grandezinho e sua porção (que vem com 5 unidades) vale por uma refeição. Depois do rolinho, pedimos mais sakê e os principais: um prato de Carne com Brócolis (R$19,80) e um arroz branco (R$8,00), ambos em porções generosas que chegaram em instantes, fervendo, na nossa mesa.


Recomendamos com fervor, já que a carne é muito macia e saborosa, e o brócolis é fresquíssimo, de um verde vivo como não vemos em qualquer canto por aí (dá pra perceber que ele veio da feira, e não do freezer). Além disso, o tempero vem na medida e o cozinheiro não regula no molho de ostras, fundamental para o sucesso da receita. Vale insistir que o prato é suficientemente grande para duas pessoas se esbaldarem.


Como já viramos fregueses, vamos apontar outro ponto positivo: o almoço executivo do Shangai vale muito a pena. De segunda a sexta, por R$ 11,90 é possível escolher um prato típico numa lista razoável de opções. Todas vêm acompanhadas por sopa de repolho (totalmente dispensável), porção grande de arroz e duas unidades de banana caramelada, bem gostosas.

Enfim, o Shangai é excelente pedida para quem trabalha na região da Paulista, e uma super dica para quem gosta de comida chinesa muito bem feita (nada de China in Box, Lig-Lig e afins), mas não quer/não pode gastar tudo o que tem lá no Taizan.

Restaurante Shangai
Rua São Carlos do Pinhal, 92, São Paulo. F: 3289-6587.