terça-feira, 30 de setembro de 2008

Veridiana


Pizza paulistana é o que há. Uma de nossas preferidas é a da Veridiana. Saca só a belezura... Os sabores da vez: La Campioníssima (ricota com tomates-cereja e parmesão) e Napoli in Calabria com Ricotta (calabresa artesanal com ricota, tomates frescos e muitas ervas aromáticas). Apesar dos nomes afrescalhados, as pizzas da Veridiana são sen-sa-cio-na-is! Massa grossa, tostada na lenha, com recheios de primeiríssima qualidade, e combinações muito felizes. O preço: R$ 43,00, a grande. E vale cada real investido.


Para acompanhar, um de nossos brancos preferidos, o Trapiche Chardonnay (R$ 17,00, na Adega Doc). Esse vinho tem uma cor amarela intensa, e sabor inconfundível de... Mel! Sim, parece estranho, mas o resultado surpreende.


Veridiana Pizzaria
http://www.veridiana.com.br/
Rua Dona Veridiana, 661, Higienópolis. F: 3120-5050. E mais um endereço nos Jardins.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Almoço italiano


Dando início às comemorações do aniversário do Maucio, decidimos fazer um almoço italiano completo, com direito a antepastos variados, um pratão caprichado e sobremesa gordinha.


Só de entradas, elaboramos um menu completo, de causar inveja a couvert de restaurante caro. Uma belíssima focaccia (receita aqui, sem azeitona na nossa versão), uma super pasta de ricota ao pesto (copiada do Buttina), torradas com alho, manteiga com alecrim e, finalmente, deliciosos tomates cereja no azeite com manjericão e alho. Tudo muito gostoso e preparado na hora.


A segunda fase da comilança teve tagliatelli caseiro (receita básica aqui) ao molho do Maucio, acompanhado de polpettone (receita aqui) recheado com mussarela. Um comidão bem forte, ideal para o friozinho que fazia e para um dia preguiçoso, quando não há mais nada a fazer, do que comer bem e descansar. Para melhorar tudo, a comida gostosa e o clima de tranqüilidade, o tradicional vinho italiano Ruffino Chianti, um tinto saboroso e que combinou muito bem com a comida.


Para sobremesa, uma versão da palha italiana (receita aqui) que já havíamos testado e aprovado em tempos pré-blog. Trata-se de um doce muito gostoso (que lembra os bons tempos da infância) e fácil de fazer. Inclusive, pode ser preparado no dia anterior e guardado na geladeira até a hora de servir. Fazendo assim, ele fica mais firme e geladinho!

Assim, encerramos a parte 1 das comemorações do aniversário do Maucio. A trabalheira toda valeu a pena, e rendeu uma deliciosa refeição para guardar na memória!

St. Louis


Num dia tranqüilo, decidimos apostar em um almoço diferente e preguiçoso. Fomos, então, à St. Louis, pequena e charmosa casa de hambúrgueres localizada nos Jardins.

As pedidas, mais que acertadas, foram uma porção Half & Half para começar (anéis de cebola empanados e bem temperados + batatas fritas – R$ 15,00) e, no quesito principais, eis os selecionados: Champ (hambúrguer com queijo suíço e cogumelos refogados, R$ 18,00) e cheeseburger com ementhal e tomates (R$ 15,00). Os lanches vieram grandes, com hambúrgueres bem feitos e saborosos, e acompanhamentos idem. A porção, grandona, estava bem bacana também.


O melhor da festa foram as sobremesas: Apple Pie (tradicionalíssima torta de maçã americana, com sorvete, calda de caramelo e chantilly – R$ 13,00) e Brownie (caseiro, porém meio seco, veio acompanhado de sorvete e chantilly também – R$ 13,00). A torta arrebenta a boca do balão! O brownie, apesar de bem gostoso e fresco, carecia de muita calda de chocolate, pois foi servido meio seco.


Para beber, as velhas, boas e caras long necks (Heineken a R$ 4,50 e XX a R$ 5,50). Vieram bem geladas, o que conta mais um ponto em favor da lanchonete.


St. Louis
http://www.stlouisburger.com.br/
Rua Batataes, 242, Jardim Paulista. F: 3051-3435.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

São Paulo Tokyo

Demorou, mas enfim visitamos o São Paulo Tokyo, sushi-bar instalado na Vila Mariana, super recomendado pelo Katsuki, e há meses na lista dos restaurantes que deveriam entrar no blog.

O local é simples, pequeno e arrumadinho. O esquema principal, no qual entramos de cabeça, é o rodízio de sushis, sashimis e pratos quentes a R$ 32,90. Por este valor é possível provar a vontade sushis e sashimis diversificados, e uma infinidades de quentes: shimeji na manteiga, guioza, rolinho primavera, yakisoba, chicken katsu, etc. etc. etc.

Para acompanhar a farra gastronômica oriental, fomos de saquê nacional geladinho. R$ 30,00 a garrafa do Azuma Kirin, o que, na nossa humilde opinião, é um ótimo preço.

Vamos a avaliação do que nos foi servido.

Peixes:

No rodízio, os peixes utilizados são salmão, atum e peixe branco. Eles são bem frescos, tem um bom corte, porém o sabor é pouco marcante. Por outro lado, o peixe branco utilizado, peixe-prego, é bem gostoso.


A variedade de sushis servidos é boa, mas a qualidade, nem tanto. Isso no nosso ponto de vista, em que maionese, cream-cheese e morango, definitivamente, são ingredientes que em nada combinam e deveriam ser banidos de vez das casas de sushis modernets.

Quentes:

O shimeji na manteiga estava uma delícia, e em porção farta. O rolinho primavera, de queijo e o guioza estavam gostosos, mas nada especiais. O chicken katsu, frango a milanesa delicadamente fatiado, estava ótemo, e foi pedido várias vezes! Provamos também a carne ao molho de gengibre, totosa, e o yakisoba, meio aguado demais pro nosso gosto.



O atendimento durante todo o rodízio foi bastante atencioso e simpático. Contrariando outras casas do tipo, todos os pedidos chegavam rapidinho, e sem cara feia! Bom!

Sobremesas – o capítulo a parte (e que deveríamos esquecer):

Depois de muito comer, resolvemos pedir as sobremesas, que pareciam diferentes e bacanas. Não peça, nem a pau! Fomos de brownie e tempurá de sorvete (R$ 6,00, com 50% de desconto por conta do rodízio), e damos cartão vermelho para os dois, sem piedade!

Elas vêm lindas, completamente estimulantes. Porém, não são nada gostosas. O brownie, legalzinho, vem coberto com uma calda de morango artificial (daquelas horrorosas e baratérrimas) e um sorvete com gosto de absolutamente nada. Já o tempurá, lindo e brilhante, é na verdade uma massinha crocante com gosto de pipoca caramelada. Se fosse isso só, tudo bem, seria gostosinho. Mas o mesmo sorvete sabor gelo-seco vem enfiado no meio dos cilindros de doce, o que acaba com qualquer alegria!


Mesmo com as sobremesas ruins, o São Paulo Tokyo é opção boa (pelo atendimento, ambiente agradável, variedade de pratos e peixes fresquinhos) e relativamente econômica para quem não dispensa a comida nipônica.



São Paulo Tokyo
http://www.saopaulotokyo.com.br/
Rua Borges Lagoa, 1172, Vila Mariana. F: 5575-8125.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Tanger

Nossa última visita étnica foi a um transado restaurante marroquino da cidade. A convite do Leo, conhecemos o belíssimo Tanger, na Vila Madalena, e provamos iguarias diferentes vindas direto do Marrocos.

A beleza e amplitude do lugar impressionam, ao mesmo tempo que aconchegam. O salão é dividido em ambientes cobertos por tendas e estilizados com objetos de temática marroquina – são luminárias, móveis, plantas, fontes, etc. etc. etc. Tudo por lá é muito bonito e de bom gosto. A meia luz e a tranqüilidade do lugar foram aprovadas e nos conquistaram logo de cara!


Para começo dos trabalhos, pedimos uma Caipiarak (Arak, vodka, abacaxi e hortelã, R$ 12,70) e um suco de amoras com essência de água de rosas (R$ 4,50). As bebidas estavam frescas, saborosas e marcantes. Bem diferentes das caipirinhas e sucos “comuns”. Na seqüência, também foi experimentado o suco de maracujá com essência de flor de laranjeira. Campeão!


Escolhemos, então, duas entradas: Pastilla de Frango (R$ 11,00 a unidade), que era um tipo de rolinho primavera recheado com frango desfiado, bem temperado com especiarias, e polvilhado de canela; e bolinhos de couscous recheados com carneiro desfiado e hortelã (R$ 19,00, seis unidades). A pastilla estava bem gostosa e temperada, e vale a pena provar. Já o bolinho, apesar de crocante, não tinha muito recheio, e acabou ficando um pouco sem gosto, ou melhor, apenas com gosto do couscous frito. Pena.


Os principais – É preciso destacar, antes das avaliações, que os pratos são muitíssimo bem apresentados, e servidos em simpáticos e prudentes pratos com tampa:

Luana: Truta recheada de couscous, hortelã e amêndoas, acompanhada de batatas ao molho de iogurte (R$ 39,20). A truta estava fresca e saborosa, mas tinha alguns espinhos incômodos. O recheio, infelizmente, perdeu pela pequena quantidade de amêndoas investida. As batatas estavam excelentes, e casaram muito bem com o pescado.


Marcio: Couscous Royal (cordeiro cozido com couscous, legumes, amêndoas, frutas secas, grão-de-bico, cebola dourada e uvas-passas ­– R$ 39,30). Segundo informações fidedignas, é o prato da casa mais próximo da cozinha tradicional marroquina. E uma excelente combinação, equilibrando diversos sabores sem pesar demais em nenhum dos ingredientes. Recomendado!


*Como não poderia deixar de ser, demos uma provadinha no prato do Leo, um delicioso Frango Marrocaine - peito de frango recheado com gruyere e banana da terra, e acompanhado por couscous, cebola dourada e grão de bico. De-li-cio-so!

Animados com o serviço, a beleza e sabores diferentes de nossos pratos, resolvemos investir nas sobremesas. Fomos de Pudim de Castanhas com Sorvete (R$ 9,50) e Tangioca (R$ 10,30). O pudim parecia aqueles pudins de pão da vovó, só que lotado de castanhas, e servido geladinho. Delícia! A Tangioca parece um biscoitão de couscous doce, muito bem condimentado com especiarias, e doce na medida ideal. Valeu muito a pena provar os doces, que são saborosos, diferentões, e ainda têm um bom custo x benefício.


O Tanger é lindo, tranqüilo, tem atendimento discreto, e um cardápio extenso com pratos realmente diferentes e bem apresentados. Vimos, também, que o almoço executivo da casa é variado e tem preços bastante acessíveis – inclusive com pratos destacados do cardápio tradicional. O que você está esperando para conhecer?

Tanger
Rua Fradique Coutinho, 1664, Vila Madalena. F: 3037-7223.
http://www.restaurantetanger.com.br/

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Hamburgueria Nacional


Plano antigo, saímos no domingo a noite para conhecer a Hamburgueria Nacional, um dos pontos mais conhecidos e bem falados para se provar um hambúrguer na cidade. A casa, localizada no Itaim e com o peso de ter Jun Sakamoto (um dos maiores chefs do Brasil) no comando, estava lotada, lotada, apesar de ser bem grande. A bela área de espera estava cheia de jovens que, mesmo com um frio da p., esperavam animados sua vez de entrar na bela lanchonete. Nós, como não gostamos de pegar resfriado, nos decidimos por não esperar nada, e ficamos no balcão – grande, largo e convidativo, diga-se de passagem.


De cara, fomos atendidos por um simpático e bem treinado garçom. A “abrideira” foi uma Original estupidamente gelada (R$ 7,30), acompanhada por gorduchas fritas da casa, com um potinho de cheddar cremoso no capricho (1/2 porção: R$ 12,50). Muito, muito bom.

Depois, os sanduíches. Optamos pelo hambúrguer tradicional com queijo suíço, manteiga de alho e salada (R$ 17,00 o hambúrguer com alho + R$ 2,00 o queijo + R$ 2,00 a salada). Ok, o preço do lanche é salgado, mas que beleza! A carne veio no ponto certo, molhada, suculenta. A manteiga de alho tinha, de fato, bastante alho, e casou deliciosamente bem com a carne. Só ficamos arrependidos de não ter pedido a versão maior do lanche, com 350 g de carne – quase o dobro do nosso. Porque o negócio é realmente bom!


Assim que terminamos o lanche, a melhor surpresa, ponto alto da noite. Jun Sakamoto em pessoa (lindo! – palavras de Luana) tirou nossos pratos para que “ficássemos mais a vontade”, em suas próprias palavras. O chef, dito pela imprensa como mal-humorado e até então habitando nosso imaginário como “esquisitão”, ajuda sua equipe a servir e tirar louças, como se fosse um dos atendentes. Nada de estrelismos, nada de mídia-man, como certas pessoas por aí... Muito, muito legal, simpático e profissional da parte do cara, que ainda por cima mostra que cuida bem (e de perto) de seus negócios. Nem precisamos dizer que uma de nossas próximas paradas vai ser seu famoso restaurante japonês, considerado por muitos o melhor do país.

Animados, partimos para os finalmentes com um milk-shake de Ovomaltine (R$ 17,00, servindo muito bem duas pessoas). A bebida, feita com sorvete artesanal 100% creme de leite (descrição do cardápio), é bem cremosa e espumosa. Achamos muito pesada, por conta do sorvete artesanal, carregadaço no creme de leite. Mas está longe de ser ruim. De qualquer maneira, preferíamos ter provado a porção de anéis de cebola da casa, que parece bastante tentadora, ao invés de nos entupir com creme pesadão.


Adoramos a Hamburgueria. E recomendamos com fervor!

Hamburgueria Nacional
http://www.hamburguerianacional.com.br/
Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 822, Itaim Bibi. F: 3073 0428.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Risoto de abobrinha e queijo de cabra

Nosso último jantar foi um suculento, suave e perfeito risoto de abobrinha com queijo de cabra. Adoramos o vegetal, mas achávamos que apenas ele na receita ficaria pouco marcante. Por isso, incrementamos a coisa e inventamos essa mistura, que ficou naquelas de “melhor, impossível”. O ponto ficou perfeito, o casamento da abobrinha e do super queijo (que foi encontrado meio que sem-querer no Mercadão) também. Que orgulho! A receita do risoto você encontra logo mais, ao final do post.

Para a entrada, fizemos uma receita básica de pão. E, como acompanhamento dos pães quentinhos, manteiga e bolinhas de queijo de cabra tipo Boursin na conserva de ervas e azeite.


Mesmo com todo o frio que fazia, não resistimos, e mandamos ver em um novo branco argentino. O tiro certeiro foi no delicioso, incrível e reluzente Alamos Torrontés (R$ 27, na Mistral). Quem não gosta de vinho branco, não sabe o que é viver...


E, para a sobremesa (é, agora só vamos de cardápio completo!), um gostosíssimo terrine de chocolate amargo (receita aqui - sem o chá, e com alguns toques/alterações pessoais), acompanhado de fresca e saborosa geléia de framboesas, lá de Visconde de Mauá.



Risoto de abobrinha e queijo de cabra


[Ingredientes]

1.
1 abobrinha italiana grande, sem caroços e ralada grosseiramente
1 cebola pequena bem picada
3 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto

2.
1 xícara de arroz arbóreo
2 litros de caldo de legumes light (usar 1 tablete para 2 litros de água)
2 colheres de sopa de manteiga
1 xícara grande de queijo de cabra semi-duro ralado

[Preparo]

Refogue a abobrinha ralada no azeite e sal a gosto, até que fique al dente. Reserve.

Depois, comece o risoto. Em uma panela grande e larga, derreta a manteiga e, em seguida, refogue o arroz. Quando estiver brilhante e quase transparente, acrescente uma concha de caldo de legumes. Mexa até absorver toda a água, e acrescente outra concha do caldo. Vá repetindo o processo, nunca parando de mexer, até que o arroz atinja o ponto de cozimento ideal. Momentos antes de finalizar o risoto, e ainda com o fogo ligado, acrescente o queijo de cabra ralado, e misture bem. Desligue o fogo, junte o refogado de abobrinha (sem a água), misture, e sirva imediatamente.
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Pequeno detalhe:


A geléia de framboesas utilizada para dar mais cor e sabor a nossa sobremesa estava, de fato, deliciosa. O diferencial é que, ao invés de açúcar, é utilizado mel para cozinhar as frutas. O resultado é uma conserva menos doce e muito mais saborosa. Apesar de ter vindo do Cantinho Mineiro, loja especializada em conservas como chutneys, pastas e geléias em Visconde de Mauá-RJ, é possível encomendar e receber as iguarias em casa, via Correios. O telefone: 24 3387-1340. Dica: a pasta de alho selvagem ou de truta salmonada são de babar!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

America

Doces na madrugada são sempre bem-vindos. E, vez ou outra, escolhemos o America para saborear sobremesas perto de casa, depois de passear, beber e comer por outras bandas.


O pedido da última vez foi: Brownie America (R$ 13,90), que vem acompanhado de sorvete de creme, calda de chocolate e muita forofa crocante; e Devil’s Food Cake (R$ 11,20), macio bolo de chocolate com calda quente e sorvete. As duas sobremesas, em tamanho adequado e aparência apetitosa, são boas, mas nada de fantástico. Mesmo assim, o restaurante/lanchonete não faz feio, e é uma ótima opção para um fim de noite adocicado.

Obs: Se você gosta de sucos naturais, quando estiver por lá prove o de tangerina. Provamos na última visita, e adoramos!

America
http://www.americaburger.com.br/
Alameda Santos, 957, Jardins. F: 3178-4424. E mais vários outros endereços.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

D.O.M.

Mais de 1.000 acessos em menos de 3 meses. Para comemorar os números positivos de nosso blog e homenagear nossos queridos leitores, queríamos uma comemoração em grande estilo. A melhor que pudéssemos pensar. Foi assim que chegamos até o D.O.M., o premiado restaurante do simpático chef Alex Atala (aquele ruivinho que dá o ar da graça no canal pago GNT). Localizado numa linda ruazinha dos Jardins, quase vizinho da nossa querida Risotteria, começamos a ter uma má impressão logo de cara.

Os manobristas, funcionários do valet local, já nos olharam bem torto por descermos de um carro popular, e não de uma BMW conversível. Depois, na entrada, notamos um ambiente MUITO formal, que nada correspondia às nossas expectativas de lugar moderno, clean e informal – que combinaria muito mais com a cara do chef. O maitre que nos recebeu, então, era detentor daquela simpatia forçada e horrorosa – tão autêntica quanto uma nota de 7 reais – coisa com que já topamos em lugares desagradáveis antes.

Fomos conduzidos a nossa confortável mesinha, numa das extremidades do salão. Em pouco tempo, chegou nosso couvert. Pãezinhos sem surpresa (francês e foccacia ao alecrim), coalhada fresca com azeite e ervas, pimentas verdes em conserva, alho marinado, manteiga. Tudo muito normalzinho. O que nos assustou foi outro item dessa entrada: um patê de atum. Se estivéssemos em um "quilão", seria até normal. Mas como um dos mais caros e badalados restaurantes do país – onde só se come sob reserva – oferece atum de latinha prensado para seus clientes? Que coisa... estranha.



Depois, recebemos o cardápio dos principais. Já havíamos escolhido há tempos nossos pratos, pelo site, e queríamos a carta de vinhos. Tivemos que pedir algumas vezes, inclusive para pessoas diferentes. E demorou um bocado a chegar. Por fim, escolhemos o Catena Chardonnay 2006 (R$ 104,00). Os pratos: Atum com gergelim, sauté de palmito fresco e cogumelos (R$ 78,00) e costelinha de porco com arroz proibido e catupiry (R$ 73,00).

Não demoramos a receber os pedidos. O vinho, que veio na temperatura ideal, estava cheirosíssimo e muito gostoso. Já a comida...

Luana: o atum, apesar de bonito, veio cozido demais. Os cogumelos não tinham gosto de nada, e o molho agridoce, que parecia levar mel entre os ingredientes, não combinava muito bem com o restante. Foi, de fato, uma grande decepção.


Marcio
: a costelinha também estava bonita de chorar, mas não agradou. Não estava péssimo, mas o porco era adocicado demais, o arroz proibido nada mais era do que um risotinho bonito sem muito sabor, e o catupiry, vergonha nacional, veio na forma de uma espuminha safada, que podia ser até de queijo prato.


Depois do jantar bem decepcionante, seguimos para as sobremesas, também já selecionadas anteriormente pelo site, e aguardadas com ansiedade. Ravióli de banana com calda de maracujá e sorbet de tangerina (R$ 16,00) e pirâmide de chocolate com calda de tamarindo (R$ 19,00). Jesus, caímos da cadeira novamente, e com força!

Luana: os ultra-mega-mini raviólis vieram numa porção ridiculamente ínfima. Quase caí na gargalhada. E não tinham gosto de banana, de massa, de absolutamente nada! A “calda de maracujá” foi resumida a meia dúzia de carocinhos da fruta, e o sorbet era o mais doce e sem graça que já provei. Como assim !?!?!?!


Marcio: a pirâmide era maiorzinha e prometia um tombo menor do que o tal ravióli. Pena que a vida não é um mar de rosas. O doce é bem sem graça, o recheio, vulgar, e a calda de tamarindo, realmente gostosinha, veio em quantidades pífias. Digno de uma doceria de bairro, mas não de um lugar tão chupado pela imprensa.


Para encerrar o expediente – queríamos fugir correndo daquele lugar do inferno, pedimos o cafezinho e a conta. A única coisa que estava boa era a bebida, que veio pela metade na xícara. É pra rir mesmo, viu! E os petit-fours também não rendem comentários, nem para bem, nem para mal.


Claro que, quando fomos pegar o carro com os petulantes manobristas, quase fomos escorraçados novamente... e assim terminou nossa super-noite no “único restaurante brasileiro entre os 50 melhores do mundo”. Qual será o valor do jabá pago por aí para tanto elogio deslavado e totalmente desmerecido? Que decepção, Alex!

Obs: Não se impressione com as fotos bonitas das comidas... Mesmo.

D.O.M.
http://www.domrestaurante.com.br/
Rua Barão de Capanema, 549, Jardins. F: 3088-0761.
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E sabe onde terminamos a noite, para não perder completamente a esportiva? Na Sorveteria Häagen Dazs das redondezas, onde saboreamos um delicioso Chocolate Brownie Explosion (duas bolas de sorvete, calda de chocolate, cubos de brownie e creme chantilly – R$ 18,00).

Sorveteria Häagen Dazs
http://www.haagendazs.com.br/
Rua Oscar Freire, 900, Jardins. F: 3062-1099.