sábado, 29 de novembro de 2008

Villa Guimaraens

Foi com muita satisfação que aceitamos o convite da Ana e do Beto para bolar e preparar um menu completo de degustação para a Villa Guimaraens, nova linha de chutneys e geléias artesanais que estará a venda a partir do meio de dezembro pelo e-mail villaguimaraens@gmail.com (ou seja, boa sugestão para os presentes de Natal).

Abaixo, as fotos de todos os pratos, produzidos pela poderosa Magali Engel e fotografados pela querida Dani Toviansky.

O super evento aconteceu em 13 de novembro. Passamos o dia todo na cozinha, e valeu muito a pena! Vida longa a ótima Villa Guimaraens! E aos nossos dotes culinários também... rs

Obs: Quem quiser alguma das receitas, é só entrar em contato via comentário ou e-mail. A gente manda direitinho para você!

Salada de verdes, peito de peru e chutney de maracujá:


Muffin de queijo e chutney de tomate:


Camarão gigante com chutney de manga:


Hambúrguer com emmenthal e chutney de tomate:


Frango indiano com chutney de tomate:


Crostata de geléia de jabuticaba:


Frozen Yogurt com geléia de jabuticaba light:


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Le Vin


Até que enfim, conseguimos visitar nosso bistrô preferido com a máquina fotográfica e registrar tudo para nossos queridos leitores! Chegamos ao Le Vin num domingo ameno, depois de ótima sessão de cinema, e com o humor nas nuvens. Mas garantimos que não é por conta disso todos os elogios rasgados que vocês lerão aqui.


A noite começou com o simples porém excelente couvert da casa (R$ 9,00), que conta com um enorme pedaço de pão feito no próprio restaurante (ou melhor, na boulangerie Le Vin, logo em frente) e manteiga. Também servem patê de foie, mas a gente não come por princípios.


Acompanhando, mais um achado entre nossos já preferidos brancos argentinos: Rutini Chardonnay (R$ 106,00). Tão bom que acabou em minutos.

Principais:


Luana: Magret de pato com batatas gratin (R$ 65,00): Olha, foi a primeira vez que como pato, e digo que foi uma experiência gastronômica perfeita! A carne, super macia, saborosa e sangrenta, veio em finas fatias, cobertas com um delicioso molho rôti. As batatas gratinadas, já velhas conhecidas, também são impecáveis, e chegam borbulhando à mesa.


Marcio: Bife Ancho com molho bernaise e batatas canoa (R$ 46,00): Uma delícia. Aparentemente um prato simples, ele se destaca pelo preparo. A carne veio perfeita, saborosa e sangrando bastante sem estar crua, as batatas crocantes por fora e macias por dentro, e o molho, que é muito bom, vem em abundância, não acabando prematuramente. Recomendado pra quem gosta de um prato de carne muito bem feito.

Nossas sobremesas vieram em duas etapas:


Crème Brulée (R$ 15,00): Delicioso, leve, suave, quentinho, com o açúcar queimado estalando de crocante, no ponto ideal. Ótima pedida!


Profiteroles com calda de chocolate e sorvete (R$ 16,00): Nossa sobremesa preferida no Le Vin. Carolinas gigantes e frescas, bem recheadas de sorvete e banhadas em MUITA calda de chocolate meio amargo. Tudo, claro, de primeiríssima qualidade! Que mais a gente pode querer?


Sim, um bom vinho de sobremesa, para harmonizar com as delícias. Seguindo sugestão do maitre, fomos de Banyuls M. Chapoutier (R$ 30,00 a taça). Forte e encorpado, casou perfeitamente com o doce!

O que podemos dizer, então? O Le Vin continua ganhando, de longe, de todos os outros restaurantes paulistanos de proposta semelhante. A gente não consegue entender como ninguém fala isso por aí, aos quatro ventos!

Ah, sim. Como nosso Chardonnay argentino acabou em instantes, tivemos de pedir também vinhos em taça. Escolhido da vez: Terrazas Chardonnay (R$ 22,00 cada taça). Hm!

Le Vin
www.levin.com.br
Al. Tietê, 184, Jardins. F: 3081-3924.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mercearia do Francês


Para ir ao Ici, ao Carlota e a tantos outros endereços descolados de Higienópolis, sempre passávamos por um simpático restaurante, do qual não tínhamos informação alguma: a Mercearia do Francês. Foi numa noite gostosa e friazinha, ideal para tomar um tinto, que decidimos, enfim, conhecer a casa.


Fomos recepcionados por simpáticos atendentes, demos um giro pelas três áreas do restaurante, e ficamos num cantinho gostoso do salão principal, bem em frente ao bar da entrada. De cara, ficamos bastante interessados pelas entradinhas oferecidas no menu, e pedimos promissoras tartines de queijo de cabra com pêra confit (R$ 19,00). Que queijo de cabra era aquele? Delicioso, cremoso, saboroso, fresco. Nossa, que arraso! Com as adocicadas pêras confit e o toque de balsâmico com mel, a porção ficou perfeita. E foi acompanhada pelo leve e saboroso Bordeaux Gran Terroir Douthe (R$ 66,00).

Principais:


Luana: raviólis de queijo de cabra com manga ao Martini Bianco (R$ 39,00). Os raviólis, caseiros, estavam bem gostosos, assim como as frescas e maduras mangas. Agora, infelizmente o molho com Martini deu uma adocicada exagerada ao prato, que ficou um tanto quanto enjoativo. Talvez eliminando a bebida, o prato ficasse perfeito. Mas valeu pelo diferente da coisa. Eu estava mesmo bem curiosa a respeito da combinação desses ingredientes.


Marcio: medalhão de mignon com molho de Dijon e batatas gratinadas (R$ 39,50). O prato é bem apresentado e a porção vem na medida exata de tamanho, que permite uma entrada e uma sobremesa sem pesar no estômago. Infelizmente a comida em si não é espetacular. A carne e as batatas pediam uma pitada de sal e o molho estava fraquinho demais. A mostarda de Dijon quase não deu as caras. Certamente não é o forte da casa e pecou pela timidez.


Para finalizar o agradável jantar, fomos de Tarte Tatin (R$ 12,50) e crepe de Nutella com sorvete Häagen Dazs (R$ 15,50). As sobremesas estavam deliciosas!

O mais legal da Mercearia do Francês (além do queijo de cabra!!!) é o atendimento confortável, simpático e atencioso. Nosso super-garçom, o Alex, nos ajudou com todas as escolhas e conversou conosco a respeito do vinho, do queijo, das outras sobremesas do cardápio, nos deixando super a vontade. Também conversamos com o simpático dono da casa, o Steven, francês legítimo, que veio a nossa mesa conhecer o trabalho do blog e bater um bom papo.

Visite a Mercearia. Um bom tinto (a carta é honesta, com opções bastante acessíveis), acompanhado de qualquer prato que leve queijo de cabra por lá, vale qualquer coisa!

Mercearia do Francês
http://www.merceariadofrances.com.br/
R. Itacolomi, 636, Higienópolis. F: 3214-1295.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Carlota


Um de nossos restaurantes preferidos de outrora, visitamos o Carlota para colocar no blog como um ambiente lindo, iluminado, agradável e de comida boa (mas nunca esplendorosa). Pois, mesmo assim, nosso último almoço no badalado restaurante de Carla Pernambuco deixou a desejar.


O lugar continua lindo, e impecável. O casarão branco com amplas janelas que deixam o sol entrar e a área de espera lindinha - um pátio florido e rústico - animam qualquer comensal. Porém, o resto, ou melhor, o que interessa, estava bem prejudicado dessa última vez.


Com dor no coração, dispensamos o couvert que tanto adoramos (pães caseiros variados, biscoitos de polvilho e um molhinho de queijo sensacionais!) para provar o Plateau Pernambuco (R$ 36,00), porção de mini petiscos mistos da casa. Recebemos bolinhos de arroz recheados com “sei lá o que”, pasteizinhos de queijo e carne numa massinha diferente, croquetes recheados com pernil e passados na farinha de tapioca e bolinhos de mandioca com camarões. Deles, apenas o último item se salva e merece um repeteco. O resto, muito sem sabor, sem recheio e sem identidade, fez a gente se lamentar muito por não ter ficado com o couvertzinho básico dos tempos atrás...

Principais:


Luana: Thai Curry de lagostim com arroz de jasmim tailandês e chips de gengibre (R$ 47,00). Ficou com água na boca ao ler a descrição do prato? Eu também. Pena que, quando chegou, além dos tais “lagostins” estarem mais pra camarões sete-barbas e pequenos camarões rosa, o curry tinha tudo o que precisava ter – leite de coco, abacaxi, abobrinha, pimentão... MENOS CURRY. Sério, dava pra sentir, muito no fundo e com esforço, algo que lembrava o picante, mas nem de longe se comparava aos saborosos, quentes e preferidos currys thai que tanto adoro! Ah, e os chips de gengibre eram, na verdade, farofinha de gengibre (?) sem gosto de NADA. Salvou o arroz, no ponto. Mas isso não se pode celebrar. Fracasso completo.


Marcio: Filé mignon com molho de vinho do porto e balsâmico e risoto de figos (R$ 45,00). Bonito e bem feito, mas a combinação não agradou. A carne estava ótima, saborosa e sangrenta, exatamente como foi pedida, e o molho de vinho do porto misteriosamente caiu muito bem. Em compensação, o risoto era bem normalzinho e o figo, doce demais, acabou deixando o prato enjoativo.


Mesmo desanimados e atendidos pelo PIOR GARÇOM DE TODOS OS TEMPOS (O cara ou estava com dor de barriga, ou detestou nossa cara logo que entramos e ficava fazendo caretas a cada vez que era chamado), resolvemos pedir uma sobremesa. Nunca provamos nada de espetacular por lá, mas também nada ruim. Fomos, pois, de Brulée de Toblerone (R$ 15,00). Gostosinho, quentinho, e pronto.

Esta foi, de longe, nossa pior visita ao Carlota. O serviço estava ruim (pedimos um suco de tangerina, veio um de laranja e fizeram cara bem feia pra trocar, mesmo a bagaça custando R$ 9,00!!!, entre outras coisas) e a comida estava muito aquém do esperado. Podemos dar um desconto, pois nas outras ocasiões tudo correu na mais tranqüila ordem. Mas, se você quer comida boa mesmo, daquelas de babar, escolha outro endereço. O Carlota vale mais pelo ambiente do que por seus pratos rebuscados e sem muita personalidade.

PS: Para não haver injustiça, antes da reformulação do cardápio a casa oferecia um atum semi-cru com cogumelos e batatas laminadas de se comer de joelhos. Mas, infelizmente, o prato não está mais na carta. Deixou saudades.

Carlota
www.carlota.com.br
R. Sergipe, 753, Higienópolis. F: 3661-8670.

sábado, 8 de novembro de 2008

El Tranvía


Noite dessas, visitamos um dos (ou “o”) únicos redutos uruguaios da cidade, o El Tranvía. O restaurante, fora do circuito dos bam-bam-bans da carne de São Paulo, em nossa opinião é um dos melhores e mais acolhedores.


O ambiente, enorme, é subdividido em belas áreas. Na entrada, um imponente bar, estilo “bares de hotéis”, faz ter vontade de desistir do farto jantar e ficar com alguns drinques preguiçosos no confortável sofá de couro; ou nos banquinhos, enquanto se bate um papo com o simpático atendente.

Já no restaurante, áreas em estilo rústico-chique, com mobiliário pesado, plantas no teto e belos jardins enfeitam e deixam tudo tranqüilo. O lugar copia de forma fidedigna os bons restaurantes do tradicional Mercado do Porto, ponto turístico da capital uruguaia, Montevideo. E é ótimo para reunir amigos e ir em família, mas não anula a possibilidade de um romântico jantar – apesar da comida não ser tão delicada assim.


De entrada, o couvert (R$ 10 por pessoa) vem com pães diversos, manteiga, patezinho de ervas, azeitonas, linguicinhas no molho de vinho, mini-empanadas. Desta vez, nosso item preferido da entrada, a Sopa Paraguaia, estava em falta! Lástima! O resto é gostoso, com excessão das empanadas, que nada se parecem com as tradicionais, e devem vir de qualquer padaria meia-boca das redondezas.

Para acompanhar, a querida, encorpada e insubstituível Patrícia (R$ 15,00), cerveja uruguaia muito rara nos restaurantes paulistanos. Quando a encontramos, e ainda por cima estupidamente gelada, é uma festa!

Os principais foram o bife ancho para dois (R$ 69,00), acompanhado por saborosas e imprescindíveis papas fritas El Tranvía (R$ 18,00). Muito comum no Uruguai, trata-se de uma porção de batatas fritas acompanhada de encorpado molho de cogumelos. Bom assim!


Mesmo muito bem servidos e satisfeitos, não podíamos deixar passar uma sobremesa típica. Fomos de panqueque de dulce de leche com helado de crema (R$ 15,00). Uma porção serve duas pessoas, pode vir já dividida, e é um estouro! Doce de leite genuinamente uruguaio, em fartas quantidades; panqueca quentinha, fina e caramelada com açúcar queimado. Sensacional.

Conheça o El Tranvia, e fique fã. Como nós, que já perdemos as contas de quantas visitas fizemos.

El Tranvía
http://www.eltranvia.com.br/
R. Conselheiro Brotero, 903, casa 01, Santa Cecília. F: 3664-8313

terça-feira, 4 de novembro de 2008

P. J. Clarke's


Sim, conseguimos ingressar no mundo dos chiques e famosos, e conhecer o primeiro P. J. Clarke’s tupiniquim em seu período de soft opening. Ou seja, visitamos a filial brasileira do famoso e tradicional restaurante nova-iorquino antes da abertura ao público.

Tudo porque, tempos atrás, fizemos contato com os donos, perguntando quando seria a inauguração. Qual não foi nossa surpresa, quando recebemos, ao invés de uma simples resposta, um convite para conhecer o local antes dos “simples mortais”? Rá!


O restaurante, em estilo hamburgueria americana elegante, é grande, bem ambientado e acolhedor. Um bar enooooorme, largo e imponente impressiona de cara, e anima os clientes a pedir muitas e variadas bebidas. As mesinhas, todas com aquela conhecida toalha em xadrez vermelho e branco, dá um toque informal ao ambiente. A iluminação é muito boa também, nada de luzona clara incomodando a vista dos comensais – e os lustres são bela atração a parte.


Mas vamos ao que interessa. Pedimos chopes Stella Artois (R$ 6,20) e Brahma (R$ 4,90). Os dois no ponto certo, cremosos e gelados. De entrada, o famoso Crab Cake (R$ 29,30). O bolinho de caranguejo estava muito gostoso, molhadinho, bem apresentado, e tal. Mas era minúsculo, minúsculo! Pouco maior do que um croquete normal, por exemplo. Achamos o preço exagerado, pelo tamanho da porção. Porém, pra quem tem dinheiro sobrando, talvez seja uma pedida válida.


De principais, hambúrgueres, claro! Luana com american cheese e salada (R$ 25,80), Marcio com emmenthal e molho bernaise (R$ 27,70). Os lanches vieram muito bem montados, com ingredientes de primeira e carne alta e vermelhinha. Porém, o queijo vem em uma única fatia, e o hambúrguer como um todo poderia ser, pelo menos, um pouco maior.

Para acompanhar, tradicionais french fries (R$ 8,20) e Cebola em Corda, que é uma porção de fatias finas de cebola empanadas com tempero picante (R$ 11,30). A batata estava boa, e a cebola vale a pena pedir. Muito gostosa, molhadinha e bem temperada!


Na hora das sobremesas, fomos de torta de maçã (R$ 14,90) e N. Y. Cheese Cake (R$ 14,90). Os doces estavam perfeitos. Chegaram lindos, em porções fartas e saborosas. A torta, recomendação da casa, é quente e vem acompanhada por uma bola de sorvete de creme e finas fatias de amêndoa crocante. O cheesecake é um típico americano, bem massudo e consistente, e vem servido com espessa e saborosa calda de frutas vermelhas.


A visita ao P. J. Clarke’s valeu muito. Adoramos o ambiente, nos sentimos muito bem recebidos, os garçons têm uma simpatia inigualável e a comida, para quem gosta do “estilo americano de comer”, é um prato cheio. Nós gostamos, e voltaremos!

P. J. Clarke’s

http://www.pjclarkes.com.br
R. Doutor Marrio Ferraz, 568, Itaim Bibi. F: 3078-2965.