quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Santa Gula


Depois de um tempinho sem muitas visitas a restaurantes bacanudos, partimos para a Vila Madalena a fim de jantar no Santa Gula, um simpático e romântico restaurante escondido na rua Fidalga.


A decoração é muito cuidadosa e cheia de referências brasileiras – quadros, esculturas, coloridos e estampados… O que confere uma atmosfera aconchegante, ressaltada pela trilhazinha “cara de praia” da entrada, iluminação suave e música em volume ideal. Perfeito para jantares a dois. Tudo o que está dentro do restaurante, incluindo pratos e copos utilizados pelos clientes, está a venda. E tudo nas mesas é único: os copos que não combinam, pratos de diferentes materiais para um mesmo casal, etc. Divertido.


Enquanto não chegava nosso vinho – o velho amigo Terranoble Sauvignon Blanc perfeitamente gelado (R$ 56,00), beliscávamos a miríade de pães, torradas e demais delícias à base de farinha que constituem o couvert (R$ 7,90 por pessoa). Acompanhando, patês e molhinhos gostosos e frescos.

[Principais]


Luana: Risoto de palmitos, ervilha torta e queijo Prima Donna (R$ 33,30). Uma delícia. Sempre que vou ao Santa Gula, tenho vontade de mudar, mas acabo insistindo e adorando. A combinação de ingredientes é perfeita, o arroz, apesar de mais cozido do que eu gosto, também agrada. E as fatias macias e polpudas do queijo por cima do risoto dão o toque especial.


Marcio: Magret de pato aos três vinhos com risoto de abacaxi e presunto Parma (R$ 45,10). Um prato pretensioso, lindamente apresentado, mas que decepcionou, primeiramente, porque o molho de três vinhos parecia compota de ameixa e, depois, porque o risoto, apesar de gostosinho, é enjoativo, muito adocicado e quase não se percebe o presunto Parma. Uma pena.

[Sobremesas]


Luana: Bolo brownie com sorvete de canela (R$ 16,80). O bolo estava fresquíssimo, com certeza feito naquele dia. A calda também estava ótima, e o sorvete, apesar de fraquinho, finalizou muito bem o doce.


Marcio: Cocada com mousse de tapioca e sorbet de mexirica (R$ 18,80). Outro prato pretensioso que não deslancha. A cocada é 10, mas sua parcela mousse é bem insossa e a parcela sorbet, por sua vez, é muito artificial, deixando a impressão de que é feita de Tanjal. O doce seria muito mais gostoso se fosse só a cocada acompanhada de algo mais simples e que combinasse melhor.


Pelo preço (inclusive da sobremesa, um escândalo!), dá pra comer melhor em São Paulo. Porém, o ambiente é realmente o ponto forte da casa, e acaba dividindo atenção com a comida, e “balanceando” o programa. Na noite da visita, o atendimento estava muito ruim, confuso e lento, o que antigamente não acontecia. No final das contas, a Santa peca em alguns detalhes. Mas ainda tem salvação…

Santa Gula
http://www.stagula.com.br
Rua Fidalga, 34, Vila Madalena F: 3812-7815.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Se o ganhador do Oscar fosse uma receita...


O site norte-americano My Recipes resolveu se inspirar nos nominados ao Oscar deste ano e em ganhadores de anos passados para elaborar algumas receitas divertidas. Eu estou torcendo pelo Mickey Rourke em seu "O Lutador" (The Wrestler), mas claro que não vou ficar chateada se a estatueta for para o Sean Penn (Milk).


De qualquer forma, já decidi que se Rourke ganhar a parada, farei a receita em sua homenagem: Slow-Braised Beef Stew with Mushrooms.

Hmmmm, mais um motivo para torcer!

24 horas de badalação


Dia desses, fomos até o SESC Santana pra assistir a um showzão da Teresa Cristina. Logicamente o programa se estenderia para um jantar especial. O único problema seria encontrar algo que ficasse aberto até altas horas.

De repente, lembramos do Paris 6, misto de restaurante e café que serve lanches, porções e refeições completas nas 24 horas do dia, sem interrupções. E que sempre quisemos saber qual era a do lugar.

A fachada é bem atraente, colorida, bem iluminada e cheia de pompa, diferente dos restaurantes franceses e demais bistrôs que conhecemos. O lugar, ao contrario do que imaginávamos, estava lotado até a boca. Por isso, só nos restou uma simpática, porém apertadinha mesa de canto. O problema disso é que dava para escutar nitidamente toda a conversa das duas mesas ao lado.

E vale dizer, para os que gostam de discrição e sossego, que o lugar é bastante barulhento e movimentado. Perguntamos aos garçons, e eles disseram que essa muvuca é normal, independente do horário. Credo.

Mas como não cruzamos a cidade para ficar “comendo” decoração e atendimento, vamos aos pratos:


Luana: Croque Monsieur acompanhado de salada verde e batatas fritas (R$ 24,00) – O croque, com um super gratinado crocante e recheio na medida, agradou bem. Eu, que estava sem fome, fiquei mais do que satisfeita com a gostosa salada verde e a porção generosa de fritas caseiras.


Marcio: Steak Haché, um hamburguer de filé mignon, coberto de emmenthal e acompanhado de batatas fritas (R$ 25,00) – Estava bom, mas não ótimo, e decepcionou pela carne, sem muito sabor e passada demais. Em compensação, o queijo e as batatas estavam bem gostosos.


Para bebericar, fizemos mais uma incursão ao mundo dos vinhos europeus provando o francês Fumees Blanches Sauvignon Blanc 2006 (R$ 67,00), bem seco e de acidez agradável, mas sem todo aquele festival de cheiros e sabores tão comuns aos vinhos hermanos.


Finalmente, com a casa já mais tranquila, dividimos profiteroles (R$ 15,00) que, se não são um colosso, são, pelo menos, honestos e merecem uma menção honrosa pela aparência suculenta e pela adição de lâminas de amêndoas torradas sobre a gostosa calda de chocolate.

Resumo da ópera, o Paris 6 vale pelo passeio, pelo lugar bonito e pela possibilidade de se fazer uma refeição completa às 3 horas da manhã; porém, pisa no tomate em relação ao serviço, bastante desorganizado, e ao barulho extremo. Pra quem não tem horários vampirescos, tanto o Le Vin quanto o Ici são opções bem melhores de franceses, por preços iguais.

Saímos tardão e ainda havia gente no lugar, o que prova que mais estabelecimentos poderiam funcionar no período da madrugada. Para uma cidade que nunca dorme, São Paulo bem que poderia ter mais (e melhores) restaurantes 24h.


Paris 6
http://www.paris6.com.br
R. Haddock Lobo, 1240, Jardins. F: 3085-1595.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Frozen yogurt de framboesa


Tudo a ver com o verão e fácil de fazer (pra quem tem uma máquina de sorvete). Além disso, nem precisa dizer que o resultado é delicioso!

Ahhhh, e desta vez, a versão é light total.

[Ingredientes]

-4 potes de iogurte natural desnatado
-1 caixa de creme de leite light
-200 g de framboesa congelada (que pode ser substituída por outra fruta vermelha como morango ou amora)
-Quanto baste de adoçante próprio para cozinha

[Preparo]
Bata tudo na máquina de sorvete até obter um creme espesso e firme. Deixe no congelador por uns 20 a 30 minutos, e depois sirva com a calda de sua preferência. No caso do nosso frozen, apenas despejamos a polpa fresca de um maracujá sobre o doce. Ficou bem bom.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bendita Hora


Uma pizza medalha de ouro é o que se encontra ao visitar a charmosa Bendita Hora, em Perdizes. A pizzaria, localizada em uma bela casa reformada e cheia de ambientes em seus dois andares, já ganhou diversas menções honrosas de críticos gastronômicos, e vira e mexe está entre as melhores da cidade. Depois de experimentar, podemos concordar com todos os comentários positivos em relação aos “produtos” do lugar, ou seja, as pizzas.


Massa fina (mas nem tanto) assada em forno a lenha, com recheio de ótima qualidade em quantidades ideais. A mais pedida da casa é, também, favorita do blog. A pizza de abobrinha vem com uma camada finíssima de mussarela, laminas de abobrinha pra lá de frescas e uma generosa camada de parmesão gratinado, que dá aquele toque especial.


No dia da visita, pedimos ½ abobrinha, ½ peru com catupiry (R$ 46,00). Antes, pedimos uma porção de crostini (massinha de pizza com ervas e sal grosso - R$ 9,50) totalmente dispensável, que só serviu para ocupar espaço precioso em nosso estomago.


O melhor ainda está por vir: a carta de vinhos é especial, e com preços absurdamente inacreditáveis. Pagamos apenas DOIS reais a mais do que na importadora pelo nosso adorado Pulenta Estate Sauvignon Blanc (R$ 54,00), e ficamos com olhos gordos pra cima de vários outros rótulos conhecidos e com preços “de fábrica”. Como eles conseguem preço tão bacana? Eis um grande mistério...


Na hora da sobremesa, aceitamos a dica de nosso simpático e cuidadoso garçom e fomos de brownie com sorvete La Basque de chocolate com amêndoas e calda caseira (R$ 18,30). Apesar do preço absurdo (em restaurantes de nível o preço costuma ser a metade desse!), o doce valeu todo o investimento! Fresco, bem servido, delicioso. Pra repetir a dose, sempre.

O único inconveniente da noite: a hostess, que nos impediu de continuar fotografando o ambiente. Se não fosse por isso, daríamos nota 10 ao Bendita Hora. Agora, leva um 8,5. Vaia nela!!!

Bendita Hora

www.benditahora.com.br
Rua Vanderlei, 795, Perdizes. F: 3862-0622.

Macarrão da mamãe


Em dias de pouco tempo ou muita preguiça, uma comidinha gostosa, feita na hora e que não leva muito tempo é sempre reconfortante e bem-vinda. Aqui, uma receita que minha mãe sempre fazia quando eu era criança, e que até hoje reproduzo com entusiasmo, para os amigos ou quando bate aquela fome no meio da madrugada.

[Ingredientes]
-1/2 cebola picada
-1 colher de sopa de manteiga
-1/2 lata de ervilhas
-200 g de presunto magro cozido, cortado em cubinhos
-Champignon laminado (opcional)
-Ketchup a gosto
-1 caixa de creme de leite
-Sal a gosto
-1/2 pacote de macarrão cozido al dente (prefiro com spaghetti ou tagliarini, mas a massa é totalmente arbitrária)

[Preparo]
Refogue a cebola picada na manteiga. Acrescente o presunto, deixe fritar por uns três minutos e junte as ervilhas (e, se tiver, o champignon). Depois de dois minutos, acrescente ketchup, mexa e, quando estiver fervendo, baixe o fogo e despeje o creme de leite. Mexa bem, deixe cozinhar por uns minutinhos e, quando levantar fervura, desligue o fogo. Sirva imediatamente sobre o macarrão.

PS: No meu ponto de vista, esse molho não combina com queijo ralado. Mas vai do gosto de cada um. E vai muito bem com qualquer tipo de bebida, inclusive cerveja.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Explorando a Caverna Bugre


Fomos conferir a Caverna Bugre, restaurante antigão localizado em Pinheiros e famoso por seu Filé Alpino – mignon gratinado com copa, provolone, catupiry e muito molho inglês. Inclusive, o dito cujo levou no ano passado o título de melhor carne pelo Prêmio Paladar, do Estadão, o que gerou muitas controvérsias e comentários na internet.

Como adoramos um comidão, amamos catupiry e não resistimos a lugares antigos, cheios de história, resolvemos ter um belo jantar na casa modesta e escondida, bem no meio da Teodoro Sampaio, bem pertinho do Metrô Clínicas.

De saída fomos bem recepcionados e gostamos do ambiente, com um bar de madeira escura logo na porta, poucas mesas, quadros cafonas na parede, pessoas com “ar” de décadas passadas conversando alegremente. Clima bem familiar, mesmo.


Pedimos Original (R$ 5,90) e doses de steinhaeger nacional (Becosa, R$ 4,50), além de ½ porção de croquetes de carne com sal de aipo (R$ 6,90) para a abertura dos trabalhos. A cerveja estupidamente gelada e o aperitivo em copos bem servidos tiveram nossa total aprovação. Os bolinhos de carne, por sua vez, apesar de sequinhos e crocantes, não tinham lá muito sabor, e foram completamente prejudicados pelo tal sal de aipo. O que era pra ser, aparentemente, um bom diferencial, acabou salgando além da conta o pobre petisco.


Agora, os principais. Queríamos comer algo diferente do Filé Alpino, já muito conhecido e debatido por décadas pelos mais diferentes paulistanos. O objetivo da visita, aliás, era contar as impressões do lugar e achar algo novo para comentar no blog.

Pois bem...


Luana: ½ Filé a Parmegiana (R$ 20,80) - o diferencial deste filé é que ele leva provolone e catupiry. Como AMO o requeijão tupiniquim, fiquei muito feliz com o achado. A carne, macia e fina, como deve ser um filé gratinado com tanta coisa, e o sabor dos queijos foram aprovados. Pena foi o molho de tomate, meio ralo e com algum resquício de artificial. Porém, não comprometeu o conjunto da obra. Gostei!


Marcio: ½ Frango Alpino (R$ 19,30) - não resisti à combinação saudável de catupiry, copa e molho inglês, então pedi o frango alpino. Achei muito bom e nada pesado, mas talvez não seja indicado para quem não curte um prato de personalidade forte, ou quem torce o nariz para o catupiry. O segredo do Alpino está em se servir sozinho, assim é possível dosar o arroz com o molho inglês e controlar a quantidade de tempero que se espera.

Os pratos, bem servidos, vem acompanhados por arroz branco. Para animar ainda mais, pedimos meia porção de batatas coradas (R$ 4,20), cortadas em gomos, cozidas e fritas. Diliça!


No final, uma surpresa arrebatadora! O strudel de damasco com sorvete (R$10,90) nos deixou literalmente babando! O doce, cheio de recheio da melhor qualidade, com a massa folhada fininha e desmanchando, poderia estar na carta de qualquer restaurante bamba dos Jardins ou Vila Olímpia. Um achado que precisa ser divulgado! Nhami!!!


Também pedimos uma mousse com sorvete (R$ 8,20), mas essa era normalzinha demais...

Depois de tanta coisa boa, bem servida, de um atendimento camarada e uma conta justa, dizemos aqui que a Caverna Bugre virou queridinha do blog. Campeã!

Caverna Bugre
Rua Teodoro Sampaio, 334, Pinheiros. F: 3085-6984.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Curry verde de frango, ervilha torta e banana


Nosso último almoço feito em casa foi um incendiário curry verde de frango, ervilha torta e banana. Faça e delicie-se você também!

[Ingredientes]
-400 g de peito de frango limpo e desossado
- 2 bananas prata maduras, picadas em rodelas
-1 bandeja pequena de ervilhas tortas, limpas e cortadas ao meio
-50 g de pasta de curry verde tailandês
-1 lata (400 ml) de leite de coco tailandês
-Sal a gosto
-Arroz de jasmim para acompanhar

[Preparo]
Corte o peito de frango em cubos médios, ou do tamanho de sua preferência (apenas não deixe que fiquem pequenos demais, porque senão perdem maciez e sabor). Tempere com sal a gosto.

Em uma frigideira larga e funda, despeje a metade da lata de leite de coco e coloque o curry. Mexa até dissolver bem. Acrescente o restante do leite de coco, deixe ferver e acrescente o frango. Quando estiver cozido, acrescente as ervilhas e 200 ml de água e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Ao final do cozimento e com o caldo mais grosso, acrescente as bananas picadas e mexa por mais dois minutos. Desligue o fogo e sirva com o arroz de jasmim. Para atingir a perfeição, acompanhe a refeição com um bom vinho branco.


Desta vez escolhemos um Rutini Sauvignon Blanc (comprado no Free Shop pela bagatela de US$ 12).


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mousse de coco mole do restaurante Obá


Ficamos tão animados com o incrível sabor da mousse de coco mole do Obá que resolvemos pedir a receita. Eles, mais uma vez solícitos, enviaram imediatamente, acompanhada da foto super profissa aí de cima!

Assim que der certo faremos esta belezura, felizes da vida. E, se você pode, faça hoje mesmo. Perfeita para celebrar nossa brasilidade e esse verão quente que só! Como dito no e-mail, o preparo é facinho, facinho, facinho...

Mousse de Coco Mole
Receita da Jose de Boipeba (Bahia)

[Ingredientes]
4 polpas de coco mole (verdes), sem a água
400 ml de creme de leite
2 xícaras de leite condensado
1 pacote de gelatina sem sabor
50 g de coco ralado tostado no forno

[Modo de preparo]
Bata no liquidificador a polpa do coco, o creme de leite, o leite condensado e a gelatina. Coloque em taças de sobremesa e decore com coco ralado tostado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Saborosa homenagem a Iemanjá


Semana passada, descobrimos que dia 2 de fevereiro é o Dia de Iemanjá. Descobrimos também que o restaurante Obá estava servindo um cardápio especial em homenagem à Rainha do Mar. Por fim, descobrimos que o local é um excelente restaurante, de comida muito, muito boa e atendimento especialíssimo, atencioso e divertido. A Patty, que enviou o convite por email e ficou em contato, tirando dúvidas e ajudando em todo o "processo" até a nossa visita, sempre disponível. O Carlos (um dos sócios) e a Daniela (uma das sete pessoas mais simpáticas do mundo), que fizeram questão de nos deixar confortáveis e nos atender de maneira discreta e amigável, todo o tempo.

Chegamos bem cedo, o que nos deu tempo e liberdade para conhecer a casa - que é linda, alegre e recheada de belas peças de arte popular distribuídas pelos ambientes.

O clima, os pratos, o cardápio exclusivamente marinho do dia, tudo pedia um vinho branco. Partimos, então, para um Terra Noble Sauvignon Blanc (R$ 62,00), velho conhecido que nos rendeu mais alegrias aquela noite.


O menu degustação especial era formado por três petiscos + uma entrada + um prato principal + um doce, e custou R$ 99,00 por pessoa. Bebidas e serviço à parte.

Os petiscos do menu abriram de maneira incrível a noite. Foram eles (uma unidade de cada, por pessoa): bolinho de vatapá com camarão, trouxinha de alface recheada de dourado desfiado e tortilla coberta com ceviche de robalo apimentado.

Todos estavam muito bem feitos, picantes, gostosos. Partimos, então, para a difícil seleção dos outros itens. Haviam quatro opções de entrada, seis de prato principal e mais quatro de sobremesas. Abaixo, nossa escalação:


Luana: para o grande começo, gostosas e bem temperadas quesadillas com camarões, guacamole e molho estupendo de tamarindo. Na hora do principal, Chu Chii Pla - peixe assado na folha de bananeira com curry vermelho e leite de coco (podia ter vindo com menos coco, pois a mistura ficou adocicada além da conta). Acompanhando, gostoso arroz de jasmim e incrível relish de pepino fresco, com muuuiiito gengibre. Será que eles leem pensamento? Meu docinho foi um massudo, porém gostoso bolinho de estudante (frito e polvilhado com açúcar e canela), acompanhado por um sorvete de coco bem bom.


Marcio: de entrada, salada de polvo grelhado com abacaxi, hortelã, ervas frescas e molho doce-apimentado. Um mar de sabores perfeitamente balanceado, salgado, picante, adocicado, refrescante. Muito boa, provavelmente a melhor entrada que já comi. De principal, moqueca da Jôse de Boipeba, de camarão com banana, com arroz branco e farofa. Outra pérola, combina muito bem o camarão e a banana. Além disso a farofa serve tanto pra acompanhar quanto para engrossar o caldo da moqueca. A sobremesa foi uma tapioca de banana com sorvete de creme, doce de leite e toques de canela. Bem gostosa e bem brasileira, com recheio farto e um fantástico sorvete artesanal de creme.


Como se não bastasse o banquete bem servido e delicioso, a Daniela nos fez um agrado e trouxe furtivamente mais uma sobremesa, uma mousse de coco mole com coco ralado e tostado. Doce extremamente sofisticado e divino, com sabores marcantes de coco verde, coco seco e coco tostado. Iguaria que não está, mas deveria constar do cardápio regular da casa.


Ao final, café e mais agrados. Com o espresso, veio também uma porção de docinhos de maracujá e coco, maravilhosos!

Hora de ir embora. Bilhetinhos com pedidos para Iemanjá, estômago e coração cheios. Ficamos impressionados com a qualidade da refeição e com o carinho (sem falsidade) da equipe do restaurante, e já decidimos voltar várias vezes. Assim, poderemos provar os pratos tradicionais da casa e conferir os diversos outros festivais oferecidos ao longo do ano (Tailandês, Tequila, Mexicano, ...).


Obá
http://www.obarestaurante.com.br/
Rua Melo Alves, 205. F: 3086-4774.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Amigo Leal


Um lugar pra se sentir em casa. E conversar durante horas com os amigos, bebericando chopes cremosíssimos, tirados a perfeição, acompanhados de doses estupidamente geladas de steinheager. Petiscando um pastel feito na hora ou uma generosa porção de canapés alemães.


Isso tudo você (só) encontra num chalezinho antigo, inaugurado em 1967 na hoje decadente Amaral Gurgel. Sim, estamos falando do Amigo Leal, um dos nossos refúgios preferidos de São Paulo. O bar que nossos pais e avos frequentaram e que vivia lotado, hoje tem menos movimento, mas continua obrigatório. E também faz parte das nossas vidas.


Chegue e peça logo um chope (R$ 4,20), um pastel de queijo (R$ 2,60 - fumegante, fresco e crocante) e o steinhaeger (R$ 6,50, o nacional), que vem desde o início dos tempos em canequinhas de cerâmica originais, próprias para serem levadas para casa como souvenir. Nós já temos a nossa coleção, que não para de crescer.


Lugares como esse proporcionam momentos únicos de celebração, nostalgia e felicidade. Não passe pela vida sem uma visita.


PS: Os macacos são símbolo do bar, e estão por toda parte, decorando paredes, estantes, ilustrando as canequinhas de steinheager e até o cardápio.

Amigo Leal

www.amigoleal.com.br
Rua Amaral Gurgel, 165, Vila Buarque. F: 3223-6873.