terça-feira, 31 de março de 2009

O do vizinho é melhor...


Depois de uma excelente refeição no número 95 da Rua Rainha Guilhermina, chegamos a duas conclusões: 1) O Nam Thai de São Paulo é muito bom; 2) O do Rio é ainda melhor.


Em primeiro lugar, o ambiente. Como se não bastasse ficar no Rio de Janeiro e estar situado no charmoso Leblon, o Nam Thai RJ é muito mais agradável que a versão paulista. O espaço é bem menor, mas compensa por ser mais aconchegante e acolhedor; a decoração troca a opulência dos budas gigantes por paredes coloridas, mobiliário rústico e luminárias transadas. Para coroar, o atendimento é bem mais pessoal e animado do que em SP. O time de garçons é agil, simpático e está sempre disposto a papear com o pessoal nas mesas, mesmo sendo tarde e o lugar estando lotado até a tampa.


Felizes com a recepção, partimos para as entradas. Primeiro, uma porção de Kratong thong – cestas crocantes recheadas de frango, milho e cúrcuma (R$ 20,00), particularmente bem servida e muito saborosa. Depois disso, um par de dim sum – pastel cozido no vapor – recheado de filé e curry amarelo (R$ 7,00), que serviu como ótimo tira-gosto antes dos principais. Sem esquecer da cortesia da casa, uma colherada caprichada de salmão marinado em especiarias e gengibre.


Como sempre, pedimos um vinho branco e, dessa vez, a vítima foi um sensacional Leyda Sauvignon Blanc (na faixa de R$ 70), muito perfumado e ótima companhia para os pratos condimentados que chegariam em seguida.

Os principais foram:


Luana: Nuea Massaman (R$ 42,00) – Mignon no leite de coco, curry massaman (aniz e canela) e castanha de cajú, acompanhado de arroz de jasmim. No cardápio, que classifica o ardor dos pratos, este estava no nível três, ou seja, o máximo. E cumpriu o prometido! Muito picante, quentíssimo, do jeito que eu gosto. Tive a impressão, ainda, de que o prato é melhor servido do que em São Paulo, pois não consegui terminar tudo, mesmo estando impecável e delicioso.

Marcio: Gaeng Kua Sapparod (R$ 59,00) ¬– Camarões e pedaços de abacaxi no leite de côco e curry thai vermelho. Espetacular. Pedi mais picante do que o normal e não fui decepcionado. Uma dose perfeita de camarões grandes e limpos boiando em flamejante curry tailandês, cercado de abacaxis e bem guarnecido de arroz de jasmim. A feijoada que me perdoe, mas estava tão bom, que virou meu prato preferido.

Mais uma vez deixamos as sobremesas “pra próxima”, e partimos dali felizes, satisfeitos e decididos a voltar, sempre que possível, ao Nam Thai carioca. Puta lugar gostoso, puta comida deliciosa e puta atendimento camarada.

Nam Thai Leblon
Rua Rainha Guilhermina, 95-B, Leblon, Rio de Janeiro. F: 21 2259-2962. www.namthai.com.br/site2/namthairj.asp

sábado, 28 de março de 2009

Sequência de risottos


A Risotteria Alessandro Segato, como vocês sabem, é um de nossos restaurantes paulistanos favoritos. O ambiente, a comida, o bom atendimento sempre é ideal, e deixa boas lembranças. Já estávamos com saudades do lugar, e resolvemos retornar para experimentar a Sequência de Risottos que eles (agora) oferecem.

Funciona assim: são servidos 12 tipos diferentes de risottos, em três turnos. Ou seja, quatro pequenas porções por vez dos maravilhosos e diferentes carros-chefes da casa. Tudo a R$ 78,80 por pessoa, preço camarada, frente aos pratos originais do restaurante (onde um risotto de camarões sai por mais de 90 pilas!).

Estava tudo divino, como sempre. O arroz no ponto certo, as combinações de ingredientes, certeiras, e as porções, fartíssimas. Tanto que não conseguimos dar cabo da metade do que nos foi servido.


De resto, acompanhamos o delicioso jantar com o branco De Martino Sauvignon Blanc (na faixa dos R$90), outra grande escolha.


O couvert continua farto e saboroso (apesar de os pãezinhos não serem mais os mesmos), e o café acompanhado de guloseimas coloridas fecha de forma divertida e gulosa a refeição.

A única bola fora da vez foi o cara que tocava piano e entoava, animadíssimo, clássicos farofa de nossa MPB. De péssimo gosto!

Confira, abaixo, as fotos da sequência.


1º ato: Aspargos frescos; bresaola, brie e rúcula; tomate seco, rúcula e mussarela de búfala; couve, abóbora e carne seca.


2º ato: Alho poró, pancetta e pinoli; cogumelos frescos; caças e cogumelo porcini; linguiça toscana, raddichio e vinho tinto.


3º ato: Provolone e compota de cebola roxa; frutos do mar; tinta de lula e lulas; castanhas e trufas negras.

PS: Nossos favoritos, de longe, foram os risottos de bresaola, brie e rúcula e o de linguiça, raddichio e vinho tinto.

Risotteria Alessandro Segato
www.segato.com
Rua Padre João Manuel, 1156, Jardins. F: 3068-8605.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Gosta de vinho? Então vá tomar na...


...Bendita Hora. Há algum tempo percebemos que a pizzaria oferece uma reduzida porém cuidadosa carta de vinhos com preços excelentes (aliás, muito próximos aos das importadoras). Desde a descoberta, já consumimos dois perfeitos Pulenta Estate Sauvignon Blanc (a R$ 54,00 cada); um cheiroso Pulenta Estate Chardonnay (também a R$ 54,00), que precisa gelar um pouco para mostrar todo o seu potencial; um surpreendentemente delicioso Gran Hacienda Sauvignon Blanc (a módicos R$ 36,00), e finalmente um poderoso Heartland Shiraz, australiano, que nos custou R$ 73,00. Para pessoas que, como nós, não resistem à combinação pizza e vinho, a Bendita Hora é pura tentação.

terça-feira, 10 de março de 2009

10 mil acessos!!!


E, pra comemorar os 10 mil acessos do blog (em 9 meses!), Chocolate Malt Cake e espumante!

Valeu, galera!

A receita (em inglês), aqui.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O bom da Feira Moderna


Seguindo uma dica do Brincando de Chef, fomos visitar a Feira Moderna, loja com restaurante aos fundos localizada na Vila Madalena, em busca de comida e sorvetes brasileiríssimos.


O local, simples e agradável, conquista sua clientela principalmente por conta dos sorvetes da Amazônia e outros doces caseiros, como bombom de cupuaçu e mousse de coco com chocolate (o famigerado Creme do Homem). No dia de nossa visita, a maioria do público ia até lá apenas para tomar sorvete, em grupos de amigos ou famílias.

Porém, apesar de o lugar estar mais para café do que para restaurante brasileiro (muitas opções de café da manhã, lanches e porções), resolvemos almoçar.


A primeira coisa que quisemos experimentar foi a tradicional Cajuína, bebida de caju típica do Nordeste. A garrafa de 500 ml saiu R$ 8,00. E, estupidamente gelada, até que cai bem...


Para começar, pedimos uma porção de cubinhos de queijo coalho grelhados com melado de cana (R$ 12,00) e cerveja Itaipava (R$ 5,00). Estava tudo muito bom, como deveria ser. Queijinho tostado no capricho, saboroso, e cerveja gelada com preço justo.

Para os principais, ficamos com um pé atrás por conta das reduzidas opções e por percebemos que a galera não ia lá em busca de ótima comida. Mas, por fim, nos decidimos por pratos bem diferentes entre eles:


Luana: Bobó de camarão com arroz e farofa (R$ 25,00): o prato vem farto, daria até para dividir. Porém, apesar da boa apresentação em cumbuquinhas e do arroz bem caseirinho com gosto lá de casa, o bobó estava, para falar o mínimo, insosso. Sem coentro, sem pimenta, e até sem sal! Além disso, os camarões pequeninos não tinham recebido aquela limpeza de primeira. Muita gente não comeria apenas por esse detalhe. Eu comi, mas não gostei.


Marcio: Filé mignon ao molho de shitake ao creme de leite, com batatas coradas (R$ 24,00): Vem numa porção generosa e é bem executado, mas não é marcante, um prato ok. Da próxima vez, a idéia é substituir o prato por entradas e outros quitutes, que agradaram mais.

Se a comida não empolgou, não podemos dizer o mesmo das sobremesas. Sim, elas são os encantos da casa, que merece uma visita apenas para que as pessoas prestigiem tantas delícias!


Fomos, primeiro, de sorvetes de Taperebá e Castanha do Pará (R$ 5,00 a bola). O primeiro, fresquinho, agradou muito, mas o segundo é um caso de polícia: cremoso, lotado de castanhas, perfeito! Podia estar em qualquer restaurante gourmet especializado em comida brasileira. Aliás, não só podia, como deveria!


No segundo round, pedimos uma mousse de cupuaçu com chocolate (R$ 5,50) e um bombom recheado de doce de cupuaçu caseiro (RS 3,80) acompanhado de delicioso café Astro. Tudo muito bom!


Portanto, quando quiser conhecer a Feira Moderna, vá sem pressa até a Vila, escolha um de seus deliciosos e variados restaurantes, almoce gostoso e guarde um bom lugar para a sobremesa. Aí, sim, siga até os fundos da simpática loja da Fradique Coutinho e se esbalde com as inúmeras opções e sabores de sorvetes da Amazônia. É, de fato, programa imperdível!


Feira Moderna
Rua Fradique Coutinho, 1248, Vila Madalena. F: 3032-2253.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quiche parte III – emmenthal, cebola e abobrinha


E novamente partimos em busca da quiche ideal. A massa já havia sido melhorada na tentativa anterior e, desta vez, o objetivo era aperfeiçoar o recheio que, para nós, ainda parecia ter ovo demais.

Enquanto eu abria bem a massa com um rolo de macarrão improvisado, a Lulu caprichava no recheio, com quantidade maior dos ingredientes e um ovo a menos. O esforço foi recompensado por uma quiche deliciosa, cheirosa e ainda melhor do que a última.


Só recomendamos maneirar no emmenthal, que deixou a quiche muito gostosa, mas um tanto pesada. Foi o equivalente a saborear um delicioso prato de soníferos, ótimo para um sábado de chuva, mas nem um pouco prático para um almoço em dia de trabalho...