terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bebida para o verão


Amasse seis morangos com um garfo, junte duas colheres de chá de açúcar, distribua o purê em duas taças de champagne e, coroando, despeje seu espumante preferido. Simples, refrescante, deliciosa. Só faltou um toque do licor Parfait Amour...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Para meditação


Boa notícia para aqueles que querem, literalmente, internalizar o Buda. Um agricultor chinês chocou o mundo ao produzir e comercializar a primeira série de peras em formato de Buda. A técnica não é nenhuma novidade, mas até então nunca havia sido utilizada de maneira tão sofisticada e com resultados tão bizarros (ou não). A inventividade humana realmente não tem limites...

Clique aqui para ver que não é brincadeira...

Causo encontrado em:
http://cakeheadlovesevil.wordpress.com/2009/09/04/baby-shaped-pears/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Banoffee


Banoffee é uma tradicional torta inglesa que bem podia ter nascido no Brasil. Trata-se de uma mistura simples e deliciosa de massa de biscoito, doce de leite, banana e chantilly, ideal como sobremesa matadora ou mesmo para incrementar um café da tarde. Como somos completamente apaixonados por esse doce, aí vai a receita.

[Ingredientes]
1 1/2 pacote de bolacha maizena
1 lata de leite condensado
3 bananas grandes
1 garrafa de creme de leite fresco
100g de manteiga sem sal picada em cubos
2 colheres de açúcar
1 limão (espremido)

[Preparo]
Primeiro faça o doce de leite. Coloque, numa panela de pressão, a lata de leite condensado e complete de água até uns três dedos acima da lata. Tampe e cozinhe por, pelo menos, 40 minutos. Nós deixamos exatamente 1 hora, para deixar o doce de leite bem moreninho, ao melhor estilo uruguaio.

Enquanto o doce de leite cozinha, faça a massa para a base, batendo os biscoitos no liquidificador até formar uma farinha. Acrescente a manteiga e misture com as mãos até a farinha de biscoitos absorver toda a manteiga e ficar levemente úmida. Pressione a mistura em uma forma refratária média, moldando assim a base da torta. Asse por cerca de 10 minutos para firmar, e deixe esfriar naturalmente.

Separadamente, bata o creme de leite com o açúcar até o ponto de chantilly e reserve. Corte as bananas em fatias não muito finas e despeje o suco de limão para que não escureçam. Reserve para a finalização.

Para finalizar, despeje o doce de leite sobre a base, distribua as fatias de banana sobre o doce de leite e arremate com o chantilly batido. Antes de servir, deixe a torta na geladeira por algumas horas. O resultado é fantástico!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma tarde (no) Aprazível


Com destino marcado há tempos, nem a chuva chatinha e intermitente nos impediu de subir até Santa Teresa para curtir uns bons comes e bebes no Aprazível, restaurante dedicado a culinária brasileira que, além de estar localizado num lugar belíssimo, ainda conta com uma vista pra lá de privilegiada da cidade.


Instalados na varanda do restaurante, trocamos o couvert+prato+sobremesa regado a vinho pela combinação drinks e tira-gostos, o que foi ótima pedida! Abrimos os trabalhos com três originais da casa: um delicioso Piscinão (caju, suco de caju e vodka – R$ 18,00), uma refrescante caipimanga (manga, vodka e gengibre – R$ 18,00) e, coroando, uma cesta de pães de queijo com linguiça mineira grelhada (R$ 19,00), porção enorme, deliciosa, marcante. Deu vontade de pedir mais uma!



Na segund a rodada, mix de pastéis de queijo e de linguiça mineira acompanhado de gostoso chutney de tomate (R$ 18,00). Eles são crocantes, com massa caseira macia, porém pequeninos, o que torna a opção mais cara e bem menos interessante do que os pães e queijo (imabatíveis, repetimos!!!). Para tudo "descer suave", duas caipirinhas de Salinas (a R$ 16,00 cada), uma de limão e outra de morango. Ambas excelentes, em perfeita relação fruta/açúcar/bebida.

Saímos de lá completamente satisfeitos e já planejando a próxima visita, numa peregrinação brasileiríssima, que deve ter passagem pelos vizinhos Espírito Santa e Bar do Mineiro. Uma legítima "perda total" de proporções épicas... Aguardem!

Mais: se você for visitar o Aprazível de bondinho, azar o seu. Depois do ponto, no Largo dos Guimarães, ainda é preciso amargar uma bela subida. Agora, se for de táxi, vale dizer que o melhor ponto de referência para o seu motorista é a 7º DP. O Aprazível fica bem em cima de uma delegacia de polícia que, por sua vez, divide residência com uma padaria. Outra dica é ter meia dúzia de telefones de taxistas na manga para voltar, já que, em Santa Teresa, os carros de praça são um commodity raro e as companhias que atendem o restaurante não são particularmente agéis.

Aprazível
www.aprazivel.com.br/
Rua Aprazível, 62, Santa Teresa, Rio de Janeiro. F: 2508-9174.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Quadrifoglio


Dispostos a um jantar especial no Rio de Janeiro, conferimos o Quadrifoglio, eleito o melhor italiano da cidade maravilhosa pela Veja Rio. A casa, embora um pouco formal, é bonita, agradável e aconchegante, ótima para ocasiões especiais ou mesmo para fugir da rotina e cometer pequenas extravagâncias.


Mesmo recebendo o título de melhor da cidade, o Quadrifoglio não tinha filas na porta em pleno sábado e, apesar de chegarmos num horário "perigoso", logo arrumamos uma mesa. Quem precisa esperar também não fica na mão. O bar do restaurante possui um sofá grandão e algumas mesas, e pode acolher confortavelmente umas dez pessoas. Ali, provamos o gostoso Kir Royal (R$ 23,00) e uma dose de xerez (R$ 18,00).


Já na mesa, optamos pelo couvert (R$ 16,00 por pessoa) e ficamos muito satisfeitos. Ótima variedade de pães, frescos e assados no próprio restaurante, guarnecidos por manteiga, azeite e uma boa pasta de tomate seco. Para beber, um Barbera d'Asti L'Avvocata 2006 (R$ 130,00), delicioso tanto sozinho quanto acompanhando os pratos principais.


Luana: Agnolotti di Mozzarella con Pomodoro e Basílico (R$ 41,00) - Apesar de achar a massa um pouco fina, ela estava muito saborosa, cozida al dente, com molho na medida e recheio discreto. Como esperado de uma massa simples com molho de tomates. Gostei.


Marcio: Cavatelli con Ragú di Coniglio (R$ 46,00) - em sabor, lembrou muito a pasta com ragú de pato do Due Cuochi, com o adicional da fava verde que, sendo bem pobre de espírito, tem gosto de ervilha. O prato é bem executado, a massa estava al dente e o ragú muito bem integrado, sem os pedações do Due Cuochi. Bom, mas na próxima visita, tento uma carninha ou um dos interessantes pratos de peixes da casa.


E a surpresa da noite estava por vir. Como nenhuma das belíssimas sobremesas nos emocionou, resolvemos provar os sorvetes, produzidos pela cozinha do restaurante. Apesar do preço pouco atraente (R$ 9,00 a bola), os sorvetes são SENSACIONAIS e estão em pé de igualdade com os deliciosos gelados da Mil Frutas. Na esbórnia que se seguiu, provamos oito variedades, incluindo um inesquecível sorvete de macadâmia, o MELHOR sorvete de pistache da terra, uma maravilha de sorvete de chocolate belga e ainda sabores inusitados como o de Grappa e o de Maçã com Calvados, outras duas ótimas pedidas.


Poucos lugares valem tanto uma segunda visita quanto o Quadrifoglio. O ambiente é perfeito, o atendimento é rápido, honesto e preciso, e a comida – principalmente os sorvetes – vale o investimento. Contrariando o senso comum, curtimos mais o melhor italiano do Rio do que o de São Paulo. Muito mais...

Quadrifoglio
www.quadrifogliorestaurante.com.br/
Rua J.J. Seabra, 19, Jardim Botânico, Rio de Janeiro. F: 2294-1433.

Obs: Fomos "gentilmente" impedidos de fotografar com flash logo depois da chegada do vinho. Principais e sorvetes foram registrados da melhor maneira possível, dentro do possível.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Stroganov


Bons brasileiros que somos, fizemos um samba do crioulo doido à russa. Pegamos a receita "original" de stroganov do Saul Galvão, nos baseamos na releitura do Luiz Américo e ainda colocamos invencionices pessoais na mistura toda. O resultado ficou ótimo, como todas as receitas que testamos do livro do Saul, mas ainda deve sofrer ajustes ao longo do tempo e incorporar toda a sorte de influências possíveis.

[Ingredientes]
600g de filé mignon, em cubos
200g de cogumelos Paris
200 ml de creme de leite
1/2 xícara de vinho branco
1 colher de sopa de suco de limão
1 cebola pequena
Manteiga para refogar
Páprica doce, sal e pimenta a vontade

[Preparo]
Para o creme azedo, misture o suco de limão ao creme de leite, mexa bem e deixe descansar por algumas horas. Importante: o creme azedo pode ser preparado horas antes de se fazer o estrogonofe.

Corte o filé em cubos pequenos e tempere a carne com sal e pimenta. Coloque algumas colheres de páprica doce num prato fundo e passe os pedaços de filé, até que fiquem completamente incorporados ao condimento.

Numa frigideira grande e bem aquecida, derreta 2 colheres de sopa de manteiga e refogue a carne rapidamente, apenas para selá-la. Tire a carne da frigideira e reserve em temperatura ambiente. Na mesma frigideira, coloque um pouco mais de manteiga e refogue a cebola picada. Assim que ela murchar e ficar transparente, adicione o vinho e deixe reduzir pela metade. Baixe o fogo e coloque o creme azedo, misturando bem e sem deixar ferver. Em seguida, coloque a carne na mistura, rapidamente, apenas para reaquecê-la. Para finalizar, jogue os cogumelos (de preferência, já salteados ou em conserva), acerte o tempero e sirva.

Dica: A carne deve ser apenas passada rapidamente na frigideira para que ela não perca seu suco. Se for fazer para várias pessoas, a carne deve ser feita aos poucos, em várias passagens. O "segredo" é do próprio Saul Galvão e o resultado foi um estrogonofe com a carne mais macia e suculenta.

Chef Rouge


Enfim, atualizando. Nossa última visita a um restaurante bacanudo foi ao Chef Rouge, francês lindo localizado nos Jardins. Ficamos impressionados com a beleza do local, que mescla um jardim maravilhoso e informal na entrada, e ambientes refinados com paredes vermelhas, louças impecáveis e muita pompa e circunstância, tudo de ótimo gosto.

O atendimento é cortês mas um pouco lento, e o público, no sábado a noite, era formado de grupos de pessoas acima dos 50. A carta de vinhos, apesar de "levemente" superfaturada, tem ótimas sugestões, inclusive indicando os melhores custo-benefícios da vez.


Para beber, escolhemos um dos bem indicados tintos do cardápio, o Parallèle 45 do Paul Jaboulet (R$ 121,00). Realmente, um belo vinho, altamente recomendável e acertado.

Gostamos de tudo isso. Agora, a comida deixou bem a desejar. Vamos a elas:


Entrada: dividimos uma ótima e leve salada verde com torradinhas de queijo de cabra quente (R$ 26,50) - foi a melhor pedida da noite! O queijo de cabra veio sem miséria, delicioso, fresco e marcante. Os verdes, levemente temperados e também fresquíssimos. A combinação, já conhecida de quem curte comer, é dez!


Luana: Mignon Maison - medalhões ao molho de manteiga, ervas e curry, acompanhados de fritas (R$ 54,30): olha, as batatas estavam perfeitas, crocantes, em ótima quantidade, do jeito que gosto. O molhinho também é bem gostoso, e com as batatinhas, então, fica ótimo! Agora, a estrela principal do prato, os medalhões, eram pequeninos, baixinhos, estavam passados demais, e o pior de tudo: sem gosto, sem suco, branquelos (dá pra ver a cara na foto). Ou seja, congelados, passados e mal temperados. Lamentável um prato caro e dos mais simples de executar ter chegado desse jeito à mesa.


Marcio: Carré D'agneau Provençal - carré de cordeiro com batatas ao forno e tomate recheado de farofa a provençal (R$ 69,00): as costeletinhas de cordeiro estavam num ponto ótimo, macias e mal passadas, embora a carne tivesse pouco sabor. As batatas estavam boas. Pequenas, macias e bem temperadas, diria ótimas, até. Fechando o trio, o tomate recheado com farofa realmente não fede nem cheira e também não faz diferença no prato. Fica a sensação que faltou alguma coisa e, certamente, trocaria o tomate com farofa por outra "guarnição".

Mesmo os pratos decepcionando, resolvemos arriscar as caras e tradicionais sobremesas (R$ 19,50 cada):


Profiteroles: bem tradicional. A massa estava boa, levemente crocante, e o sorvete do recheio não era ruim. A calda é abundante e saborosa. Certinho, mas já provamos profiteroles mais gostosos em outros lugares, como no Le Vin e no La Tartine.


Mousse de chocolate: dura demais da conta, porção nada generosa, não estava fresca e nem tinha um bom sabor. Outro doce super fácil de fazer, e que decepcionou muito.

Terminamos a noite com um bem-tirado Nespresso, acompanhado de ótimos macarrons de chocolate. E, mesmo não aplaudindo a comida, gostamos muito do ambiente do Chef Rouge, considerando inclusive um dos mais bonitos restaurantes franceses de São Paulo. Vale pra impressionar alguém pelo local, pelo vinho e a boa companhia. Agora, se a pessoa gosta e entende de boa mesa, é melhor procurar outra opção...


Chef Rouge
www.chefrouge.com.br
Rua Bela Cintra, 2238, Jardins. F: 3081-7539.