segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Olivetto Restaurante & Enoteca


Depois das decepções com o Arturito e o Roux, ficamos meio de bode com restaurantes "badalados" e com o maior pé atrás quanto às indicações apaixonadas da galera.

Eis que, numa bela noite, em Campinas, passamos no Olivetto – que não é tããão novo assim, muito menos badalado – sem grandes expectativas, além de jantar em um lugar bonitinho. Boa surpresa saber que o lugar serve comida da boa, com atendimento de qualidade e uma carta de vinhos responsa, num espaço agradável.

De entrada, saladinha de verdes, nozes, brie e mel (R$ 24,00), bem honesta e numa porção generosa. Junto com a entrada, chegou nossa bebida, um seco e fresco espumante Campolargo (R$ 105,00), de Portugal. Resumindo: salada ótima e o espumante, melhor ainda.


De principais, um Mignon Franco e Italiano (R$ 45,00) – medalhões ao molho de ervas, rôti, tomates e branco, servidos com ravióli de mussarela de búfala: a carne estava fresca, chegou num bom ponto (sangrentinha e suculenta), o molho bem saboroso e rico em aromas, e os raviólis, preparados na casa, super bem feitos, al dente, firmes e bem recheados. A porção é generosa e surpreendeu pela ótima qualidade de tudo. O único problema é que o recheio era de ricota, e não de búfala. Mas tava booom...


O outro prato foi uma sugestão do chef, que não constava no cardápio, uma Prime Rib acompanhada por risoto de aspargos frescos. A carne foi pedida mal passada e veio bem vermelha, pingando, e o risoto estava bem saboroso, num ponto ótimo, firme na medida e sem excessos de sal ou manteiga. Tudo muito bem-feito e sem surpresas desagradáveis.


De sobremesas, suflê de chocolate, sorvete de baunilha e creme de Bailey's (R$ 14,00) – a sobremesa, bem apresentada, estava muito gostosa. O suflê de bom chocolate pecou apenas por vir cozido um tantinho a mais do ideal. O creme de Bailey's estava farto e diliça, e o sorvete bastante cremoso...

A outra se chamava Texturas de Chocolate (R$ 18), e consistia de uma terrine de três chocolates e uma mousse de chocolate ao leite, acompanhadas de frutas picadas. Estava doce demais, mas vem na medida pra que a sobremesa não fique enjoativa.

O restaurante merece mais visitas e acerta na mosca com sua ótima comida, ambiente gostoso e um cardápio bem trabalhado. Com essa receita simples, o Olivetto dá um baile em vários restaurantes da capital...


Olivetto Restaurante & Enoteca
Av. Coronel Silva Telles, 843, Campinas. F: 3294-8133/8017.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Roux Bistrô


Está cada vez mais complicado sair para jantar. Nossa última (e frustrada) tentativa foi o Roux Bistrô, nos Jardins. Vimos uma boa resenha da Vejinha, um blog conhecido de gastronomia tecendo mil elogios, gostamos do cardápio disponível no site, e seguimos pra lá, cheios de boas expectativas. Que papel!


Dispensamos o couvert com pães feitos na casa, por acharmos a porção sem gracinha e o “todo” nada atrativo. Resolvemos, então, dividir meia entrada de salada verde com torradinhas de queijo de cabra (R$ 19,00). Ela chegou diminuta por conta da divisão, sim, mas também porque mesmo inteira, já seria muito pequena. E as folhas foram fartamente mergulhadas num vinagrete de melado… doce como o capeta! Nisso, as torradinhas, que eram uma coisinha assim, se perderam tentando competir com tanto açúcar.

Respiramos fundo, e partimos para a escolha dos principais. Qual não foi minha surpresa quando, depois de algo em torno de uma hora dentro do restaurante, ser avisada pelo garçom que minha opção escolhida era a única que havia sido “retirada” do cardápio! Na verdade, ela ainda estava lá, e tinha me deixado com água na boca. Mas já não constava das preparações da casa, e isso deveria ter sido avisado no momento em que recebemos a carta (assim como o bem falado sorvete de pera… este, o gaçom avisou da falta logo que chegamos!).

Então, escolhemos um contra-filé mal passado com molho bernaise (R$ 29,00) e um picci, massa similar ao spaghetti preparada na casa, com molho de tomates frescos (R$ 32,00).


O contra-filé estava num ponto bom, mas com pouco sal e numa porção pequena demais. As batatas e o bernaise estavam ótimos, mas também numa quantidade digna de uma entrada, e nunca de um prato principal. Mais uma decepção...


O macarrão veio gostosinho, mas um pouco mais cozido do que eu acho bom. O molho, farto, veio forte e um pouco ácido. Também não agradou. Mas o pior de tudo foi a porção da massa: acabou em segundos, e meu estômago continuou pedindo mais!


Decepcionados com os principais, mesmo com sobra no estômago, resolvemos arriscar apenas uma sobremesa. Dividimos, então, uma gostosa e suave mousse de chocolate (R$ 16,00), coberta por farofinha caseira honesta.

Apesar da boa localização, do ambiente bonitinho e da vontade que ficou de experimentar o sorvete de pera em uma outra ocasião, não dá para voltar. E nem para recomendar aos nossos leitores. Como dizia no começo do post, está difícil sair para conhecer um novo estabelecimento, ou se dispor a gastar um bom dinheiro com um jantar fora de casa, vendo que muitos restaurantes não oferecem uma comida minimamente boa. E, para nós, isso já é motivo mais do que suficiente para investir em bons livros de receita, e planejar um 2010 muito mais na cozinha de casa, do que na mesa do restaurante.



Roux Bistrô
http://www.rouxbistro.com.br/
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1101, Jardins. F: 3062-3452.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Soufflé de gruyère


Ontem a noite, preparamos um simples e delicioso suflê de gruyère. A receita é relativamente fácil, rápida e, o resultado, muito bom. Para acompanhar, nada melhor do que uma salada simples. A nossa levou folhas verdes, uvas e um bom vinagre de framboesas. E só.


Um vinho bacana e uma sobremesa delicada fecham a refeição da melhor forma possível. Na foto, doces super aprovados da Patisserie Douce France.

Experimente! A receita, em inglês, você acessa aqui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Arturito


Na última semana, visitamos o Arturito, restaurante bem falado por uns, detestado por outros e que, na dúvida, ganhou o título "Melhor Restaurante de Comida Variada" do guia Veja Comer & Beber.

O local é muito bonito, moderninho, aquela coisa de meia luz, gente descolada falando alto por todos os lados, gente descolada atendendo as mesas, cardápio enxutíssimo com pratos descolados, lotação em plena terça-feira... Enfim.


Resumo da ópera: o serviço é um pouco mala, com aquele garçom perguntando a cada cinco minutos o que vamos pedir, e quando. Detestamos isso, pois queremos curtir bem um momento de lazer tranquilo, coisa rara num final de ano de muito trabalho e estresse. A comida é péssima, horrorosa, insossa e, mais que isso, muito cara para o que é.

Salvaram a noite: os pães frescos, quentinhos e saborosos do couvert, regados a bom azeite, e a deliciosa degustação de sorvetes, feitos na própria casa, fechando a refeição.

Aos pedidos:


O couvert simples, fresco e delicioso, com pães variados, manteiguinha e bom azeite (R$ 11 por pessoa).


O vinho diliça, o francês Côtes du Rhône Belleruche 07 (R$ 88,00).


O abominável e insosso gnocchi de ricota de búfala, ao molho de tomates e linguicinha levemente picante (R$ 54,00): primeiro, nunca paguei tão caro por um prato de massa. Ainda mais com molho de tomate e linguiça. Segundo, que o tal gnocchi é bonitinho, mas completamente sem sabor, sem sal, sem nada. O molho, básico e igualmente sem personalidade, e as linguiças, que eram para ser levemente picantes, pareciam pedacinhos de isopor flutuantes.


O fracassado Ojo de Bife (R$ 64,00), que foi pedido mal passado e veio bem torrado, com pouco sal e nenhum sabor. Os acompanhamentos também são bem dispensáveis. Na metade do prato (que não é grande), passou a vontade de comer...


Degustação de sorvetes (R$ 24,00): esta, sim, valeu todo o investimento. O trio composto por sorvete de chocolate belga, baunilha e sorbet de manga estava impecável, fresco, cremoso, cheio de sabor, e deixou um gosto de quero mais. Dá vontade de voltar ao Arturito só pela sobremesa, mesmo que a comida seja, repetimos, uma lástima.

Arturito
www.arturito.com.br
Rua Artur de Azevedo, 542, Pinheiros. F: 3063-4951.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Macarrão com carne guisada à moda da Córsega


Mais uma deliciosa e infalível receita do sensacional Culinária Ilustrada Passo a Passo, esse macarrão é perfeito para dias chuvosos e friozinhos quando tudo o que nos resta e comer e beber bem. Para deixar ainda melhor, faça como nós e curta esse comidão com um bom Merlot...

Macarrão com carne guisada à moda da Córsega
Para 2 a 3 pessoas

[Ingredientes]
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola bem fatiada
2 dentes de alho picados
1 1/2 ramo de alecrim
500g de carne para cozido, cortada em cubos
100g de cogumelos Paris fatiados
3 colheres de sopa de farinha
1 maço de ervas (salsa, louro e tomilho)
1 colher de chá de canela em pó
187 ml de vinho branco seco
250g de rigatoni ou outra massa de sua preferência
Queijo ralado para polvilhar
Sal e pimenta a gosto
Extra: a panela usada deve ter alças de metal, para que possa ir ao forno.

[Preparo]
Num prato, misture a farinha, uma colher de chá de sal e um pouco de pimenta do reino. Passe os cubos de carne pela farinha cobrindo por todos os lados e depois bata levemente para tirar o excesso. Esquente o óleo numa panela alta e frite a carne até dourar igualmente. Remova a carne com uma escumadeira e reserve.

Na mesma panela, jogue a cebola fatiada e refogue por alguns minutos até ficar dourada, mexendo bastante para que a cebola não queime. Em seguida, devolva a carne à panela e adicione o alho picado, até que fiquem totalmente integrados.

Adicione o alecrim, os cogumelos, o maço de temperos, a canela e o vinho branco. Cubra e cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos. Depois disso, retire o maço de ervas, cubra a carne com água e coloque a panela, tampada, dentro de um forno pré-aquecido a 200º. Nessa etapa, o guisado deverá cozinhar por mais duas horas, sendo mexido vez ou outra.

Ao final das duas horas, prepare o macarrão e, enquanto este cozinha, volte a panela com o guisado para o fogão para reduzir o molho até que fique bem espesso. Quando chegar no ponto desejado, cheque o tempero e finalize, misturando o molho ao macarrão cozido. Se quiser acrescente um pouco de queijo ralado para servir. Mas o molho por si só é tão bom que nem precisa de aditivos...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Novas impressões - Hamburgueria Nacional


Depois de meses, resolvemos voltar a nossa outrora hamburgueria favorita, a Hamburgueria Nacional. Decepção horrorosa: a carne, que antes era suculenta, sangrentinha, bem temperada, agora não passava de um amontoado de carne moída ruim e muito, muito sebosa. Gordura pra todo lado, boiando no fundo do prato, escorrendo pelas mãos, uma tristeza. Sabor idem: sebo sebo sebo.

Como um hambúrguer antes tão delicioso virou esse treco "incomível"? Inconformados, demos um tempo e, mais pra frente, fizemos a visita derradeira. Tudo igual: SEBO. E dos caros!

Um prejuízo para o estômago, o bolso e o moral. Haja sal de frutas! A única coisa ali que continua imbatível são as deliciosas fritas, as mais gordinhas, fartas e saborosas das hamburguerias paulistanas de que temos conhecimento. Mas, até aí, enfrentar um senhor trânsito até o Itaim pra comer batatas... fora de cogitação!

Nada, mas nada mesmo parecido com nossas antigas e saudosas visitas a casa de hambúrgueres do Jun Sakamoto.